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Câncer em um exame de sangue: biópsia líquida
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Ser capaz de diagnosticar o câncer ou ainda guiar diferentes terapias para seu tratamento por meio de um simples exame de sangue tem nome: biópsia líquida. Essa estratégia já é uma realidade no tratamento do câncer no Brasil e deverá ganhar maior destaque nos próximos anos. Trata-se de uma ferramenta capaz de identificar fragmentos de material genético relacionados às células tumorais em uma simples amostra de sangue, evitando assim a necessidade de procedimentos invasivos para obtenção de tecidos tumorais. As possibilidades de emprego são inúmeras e a estratégia já é apontada como o “estetoscópio” dos próximos anos. A biópsia líquida já é estudada nos cenários de rastreamento (capaz de identificar pacientes ainda sem sintomas e sob risco de desenvolver um câncer), diagnóstico, controle de tratamento, análise de mutações que podem ser úteis para guiar a terapia e ainda predizer o surgimento de metástases ou o reaparecimento da doença em pacientes que já foram tratados. Apesar das diversas aplicações, a realidade mais frequente no Brasil é o uso da biópsia líquida para a identificação de alterações genéticas do tumor determinando se o paciente pode se beneficiar de terapias específicas. De acordo com as evidências disponíveis, não é possível comparar a biópsia líquida à tecidual, aquela na qual se obtém um fragmento do tumor. Os estudos apontam tratar-se de estratégias distintas e complementares. Hoje, é preciso que o paciente já tenha o diagnóstico de câncer, feito a partir da amostra de tecido tumoral para que possa se beneficiar da biópsia líquida em eventuais mudanças de terapia ou no controle do tratamento. Assim, a conhecida biópsia tecidual continuará tendo seu papel porque é importante classificar o tipo de tumor e ainda é mais fácil investigar diferentes genes ao mesmo tempo no tumor sólido do que através do sangue Junte às diversas possíveis aplicações da biópsia líquida, a possibilidade de ser repetida com maior agilidade e por inúmeras vezes, sem maiores traumas, uma vez que não é invasiva. Isso significa dizer que é possível realizar a biópsia frequentemente ao longo do tratamento e do acompanhamento do paciente. Acredita-se, portanto, que em alguns anos esse será um procedimento tão simples quanto ir a um laboratório e colher um hemograma. Com toda nova tecnologia, surgem questionamentos. Um deles é o custo do procedimento, ainda considerado alto, o que significa dizer que poucos pacientes têm acesso no Brasil. Outra questão vindoura é o impacto no sistema de saúde, uma vez que a frequência do diagnóstico do câncer poderá ser maior. Ainda, existe questionamento ético, como, por exemplo, caso empresas possam solicitar um simples exame de sangue para diagnosticar o câncer e, portanto, selecionar seus candidatos. O desenvolvimento da biópsia líquida será acompanhado à descoberta de novas mutações do câncer e o lançamento de novas terapias. As expectativas, portanto, são grandes para que essa nova estratégia consiga avançar rapidamente e auxilie o adequado diagnóstico e controle da doença.
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Disfonia
09.04.2024
Dr. Emanuel Veras
Disfonia O termo disfonia é utilizado, para descrever qualquer alteração da qualidade vocal, frequência e intensidade, sendo um esforço vocal que prejudica a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo. Apesar de vulgarmente apelidada de rouquidão, a verdade é que essa alteração é apenas uma das que completam o quadro. São alterações da voz produzidas por algum problema no trato vocal, que compreende estruturas desde as cordas vocais até a cavidade oral. As cordas vocais estão situadas na laringe, um órgão localizado no pescoço. A disfonia pode afetar pacientes de ambos os sexos e de diversas faixas etárias, de modo que quase um terço da população será afetada por esse problema em algum momento da vida. A corrente de ar proveniente do pulmão é responsável pela vibração das cordas vocais, que dará origem à voz, quanto mais móveis forem as cordas vocais, melhor é a voz, qualquer alteração desse órgão que interfira nessa vibração, causando, por exemplo, um enrijecimento, modifica a qualidade da voz, deixando-a áspera, soprosa ou rouca. Em um quadro de disfonia, o paciente pode apresentar esforço, para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal. Podem ser classificadas, etiologicamente, em duas categorias: orgânica e funcional. As orgânicas são aquelas causadas por alterações estruturais (tumores, inflamação das cordas vocais e malformações da laringe), por alterações neurológicas (como paralisia das cordas vocais, doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica) ou por outros aspectos não relacionados ao uso da voz, tal como o refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo. Quando não existe nenhuma causa estrutural ou neurológica, estamos perante uma disfonia não-orgânica, denominada de disfonia funcional. Nesse caso, pode ser decorrente de uso inadequado/abusivo da voz, de inadaptações vocais e de alterações psicogênicas. O tratamento depende da causa. Nos casos em que a rouquidão é funcional, é tratada com recurso à terapia da fala (fonoterapia), na qual se aprende a utilizar a voz de uma forma mais adequada às necessidades, reduzindo os esforços e os danos à laringe. No caso de lesões mais complexas, como nódulos, pólipos ou suspeitas de malignidade, é necessário recorrer à cirurgia. Contudo, em qualquer um dos casos, as medidas de higiene vocal são fundamentais à prevenção e à cura da disfonia, são elas: evitar o uso vocal intenso e prolongado, reduzir o esforço vocal (tossir, pigarrear, gritar ou sussurrar), falar pausadamente e articular bem as palavras, descansar a voz, evitar usar a voz em contextos de infeção respiratória ou de crises de alergia, não fumar e evitar frequentar ambientes de fumo, reduzir a ingestão de álcool, de café, de chá e de bebidas com gás, evitar ambientes com pó, com cheiros intensos e com ar condicionado, bem como mudanças bruscas de temperatura. Ainda, é importante manter uma alimentação saudável e boa hidratação, ou seja, ter um estilo de vida saudável. Se você está com algum desses sintomas, procure um OTORRINOLARINGOLOGISTA. Dr. Emanuel Veras CRM 13022 Otorrinolaringologia
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Para cada câncer, um tratamento: oncologia de precisão.
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Já pensou no tratamento do câncer sem o emprego de quimioterapia? E a possibilidade de usar um remédio específico para cada tipo de câncer? Estas possibilidades já são realidade e fazem parte do que hoje se chama oncologia de precisão. Graças aos extraordinários avanços no entendimento da genética do câncer e, especialmente, nas múltiplas interações do sistema imunológico com a doença, tivemos nos últimos anos a ampliação das possibilidades de tratamento do câncer com o emprego de drogas inteligentes capazes de atuar em “alvos moleculares” específicos de cada tumor e também, mais recentemente, a incorporação da imunoterapia. Somadas, essas novas estratégias têm permitido um controle mais eficaz da doença e mesmo casos em estágios mais avançados têm apresentado excelentes resultados, com menos efeitos colaterais. Falar de oncologia de precisão é conversar sobre a biologia do câncer. É necessário entender que o câncer é uma doença que está em constante transformação. Conceitualmente, o câncer surge quando uma célula qualquer sofre uma mudança em seu código genético e passa a crescer e se multiplicar de forma desordenada. Essas transformações são diversas e geram variados tipos de células o que significa dizer que nem todo câncer é igual. Na prática, câncer são várias doenças que respondem pelo mesmo nome. São essas diferenças que explicam porque tumores de mesma origem se comportam de forma diversa em pessoas diferentes e, adicionalmente, porque alguns pacientes respondem bem às terapias, enquanto outros nem tanto. Sabedores dessas disparidades, os oncologistas alinharam os avanços do conhecimento genético e descobriram que não é mais possível que todos os pacientes com um tipo específico de câncer e estágio recebam o mesmo tratamento. As tecnologias mais recentes são capazes de estudar e mapear os genes das células tumorais e identificar alvos para os quais existem terapias específicas. Em outras palavras, já é possível identificar a fechadura (alvo-molecular) e escolher a chave certa (terapia-alvo). Isso significa dizer que o tratamento é capaz de atuar mais especificamente sobre a célula do tumor e, menos provavelmente, em células sadias. Em última análise, isso aumenta a eficiência do tratamento e reduz os efeitos colaterais. Inúmeras drogas-alvo já foram desenvolvidas e estão disponíveis comercialmente no Brasil, tanto na rede privada quanto na pública. Cânceres de mama, colorretal, rim, pulmão já são largamente tratados com base nos alvos genéticos e moleculares. Para sabermos se o paciente pode se beneficiar dessa estratégia é necessário se certificar que o tumor tem um alvo específico. Isto é normalmente verificado testando uma amostra do tumor obtida por meio de uma biópsia ou durante uma cirurgia. Cada vez mais teremos novos alvos moleculares identificados pela ciência e, portanto, novos medicamentos desenvolvidos capazes de atuar de forma mais eficaz. Saiba, portanto, que é possível se beneficiar de terapias com maior impacto no controle do câncer e que podem ser usadas por longos períodos com efeitos colaterais toleráveis. Já somos, portanto, capazes de tratar o câncer com maior precisão.
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Microagulhamento Robótico Tecnologia a favor da beleza.
11.07.2022
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Esse é um assunto constante nos últimos congressos internacionais, o microagulhamento robótico, um aparelho de radiofrequência microagulhada, é uma evolução do tradicional microagulhamento que antes era feito através do rolinho de agulhas Sua ponteira contém várias microagulhas de ouro, cuja profundidade de penetração na pele é ajustada digitalmente, variando de 0,5 a 3,0 mm, e a quantidade de radiofrequência utilizada também é passível de programação. Como funciona esse aparelho?A Radiofrequência tem a tecnologia 3DEEP, ou seja, o calor é dissipado uniformemente ao redor de toda a agulha otimizando os resultados, essa energia é entregue de forma profunda na derme, reativando a produção natural de colágeno, promovendo melhora de rugas e perceptível lifting e firmeza da pele. Além disso o trauma local pela perfuração da pele também é indutor da produção de colágeno, além de abrir canalículos para penetração de ativos terapêuticos. Como é realizado o procedimento?Primeiramente é realizado uma avaliação completa do local a ser aplicado o procedimento.É aplicado um anestésico tópico na pele do local do procedimento 30 a 45 minutos antes.Escolhe – se a profundidade e nível de radiofrequência que será emitida, e, após isso é realizado o procedimento. Terminado o microagulhamento, na maioria dos casos, faz-se o drug delivery, que é a colocação de ativos específicos conforme a queixa do paciente.A sessão dura entre 30 e 45 minutos, e a quantidade de sessões é variável entre 3 a 4, dependendo de cada tipo de pele. O intervalo entre as sessões varia de 15 a 30 dias. Quais as indicaçõess? • Cicatrizes de Acne• Queimaduras • Estrias• Melasma • Rejuvenescimento • Envelhecimento Cutâneo • Flacidez • Hiperhidrose • Alopecia Como é o pós-procedimento?Os ativos colocados na pele devem ser mantidos por oito horas e depois a pele é lavada com sabonete suave. Deve – se evitar o sol nos primeiros dias e não ir à praia ou piscina por pelo menos sete dias após o procedimento.A técnica, tem um dowtime pequeno, ou seja, o paciente não precisa se afastar das suas atividades habituais. O sangramento é mínimo, já que a radiofrequência reduz o mesmo. No dia seguinte a sessão o paciente já não sente qualquer incomodo.É uma técnica bastante estabelecida na Dermatologia Internacional pela sua eficácia e versatilidade aliada ao baixo desconforto, em João Pessoa já podemos encontrar essa tecnologia com todos seus benefícios para o realce da beleza feminina e masculina.
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Uma palavra sobre a demência de Alzheimer
11.04.2023
Dr. Daniel Felgueiras Rolo
O termo demência vem da origem latina de + mens, que significa literalmente a ausência ou a perda da mente. O médico Aloysius Alzheimer, em 1906, descreveu em um congresso nacional alemão, o primeiro caso da doença diagnosticada em uma paciente atendida por ele em 1901. Apesar do que muito se fala, Demência e Alzheimer não são necessariamente termos sinônimos. A Demência de Alzheimer, apesar de ser o mais frequente, é apenas um tipo entre tantos outros tipos. Não devemos esquecer de nomear os outros tipos, como, Demência de Corpúsculos de Lewy, Demência Frontotemporal, Demência Vascular, etc. Cada um desses diagnósticos com a sua clínica específica e seu tratamento necessário. A Demência de Alzheimer acomete cerca de 6%-8% dos idosos ? 65 anos. É responsável por 66% de todos os diagnósticos de transtorno cognitivo. A prevalência da doença dobra a cada 5 anos após os 65 anos de idade, sendo que na população ? 85 anos os sintomas estão presentes em mais de 45% da população. Acúmulo de proteínas B-Amilóides e de emaranhados neurofibrilares estão relacionados à progressão da doença em estudos post-mortem. Os dois maiores fatores de risco para o desenvolvimento da doença são a idade e a história familiar da doença, mas também podemos citar alterações genéticas (alelo APOE4), Síndrome de Down, traumatismo craniano, educação formal deficiente e doenças como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade. A doença costuma evoluir de forma gradual, afeta em seu início a memória episódica recente (capacidade de lembrar de eventos ocorridos nos últimos minutos ou horas). A memória costuma ser o sintoma mais marcante da doença que se inicia onde essas memórias são fixadas, o hipocampo. Outras áreas afetadas inicialmente são a redução do léxico linguístico adquirido durante a vida e a capacidade de saber o caminho para casa e do trabalho, saber que dia, mês e ano estamos por exemplo. Após alguns anos, com a evolução do quadro, a doença passa a afetar outros domínios cognitivos, como a capacidade de realizar cálculos, organizar a vida prática (contas a pagar, tarefas domésticas a realizar etc.), assim como afeta o comportamento ou evoluindo com delírios e alucinações. O manejo da Demência de Alzheimer é desafiador, pois a doença afeta o paciente e sua família que necessita dispor de cuidados muito específicos. O tratamento envolve treinamento cogntivo do paciente, apoio e educação de familiares no cuidado, atenção com o ambiente para evitar quedas e otimizar a orientação dos pacientes em suas próprias casas, assim como cuidados com a segurança em relação a medicamentos, segurança financeira e a condução de veículos. O tratamento farmacológico é realizado com drogas que aumentam a disponibilidade de acetilcolina, como os Anticolinesterásicos (Donepezila, Rivastigmina e Galantamina) e a Memantina, este com supostos efeitos neuroprotetores. Outras classes de medicamentos podem ser importantes, como os Anti-depressivos e Psicotrópicos.
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Blefaroplastia e suas indicacoes
09.04.2024
Dra. Silvana Rocha
Blefaroplastia Com o passar dos anos, os tecidos que compõem as pálpebras vão se tornando mais frouxos, ocasionado excesso de pele e protrusão das bolsas de gorduras que ficam sob as pálpebras. Como a pele das pálpebras é extremamente fina, esta protrusão se torna cada vez mais visível. Tais alterações costumam ser evidenciadas nas pálpebras pelas dobras de pele e pelo abaulamento provocado pelas bolsas de gordura, conferindo um aspecto de tristeza e cansaço nesta região da face. A cirurgia das pálpebras (blefaroplastia) objetiva corrigir tais alterações provocadas pela idade, retirando o excesso de pele e reduzindo as bolsas de gordura que fazem relevo nas pálpebras. Com isso, as pálpebras adquirem um aspecto mais plano e liso, proporcionando à face um aspecto mais descansado e alegre. Tipo de Anestesia: Anestesia local ou local com sedação. Raramente é realizada anestesia geral. Técnica Cirúrgica: Na blefaroplastia superior, a incisão cirúrgica fica em um sulco natural localizado na pálpebra, de forma que, com os olhos abertos, a cicatriz não será visualizada e, mesmo com os olhos fechados, a cicatriz adquire um aspecto fino e de muito boa qualidade. Através desta cicatriz será retirado o excesso de pele e as bolsas de gordura em protrusão na pálpebra. Na pálpebra inferior, a cicatriz fica rente aos cílios e adquire um aspecto muito bom, tornando-se imperceptível com o tempo. A boa qualidade das cicatrizes deve-se, em grande parte, à espessura da pele das pálpebras, uma das mais finas do nosso corpo, auxiliando a recuperação cirúrgica. Não são descritos queloides nas cicatrizes palpebrais em decorrência deste fator. Em algumas situações bem específicas, nas quais não existe flacidez na pálpebra inferior, mas ocorre a protrusão das bolsas de gordura, poderá ser realizado um tipo de blefaroplastia em que não existe cicatriz externa. Nestas situações, a cicatriz será realizada na conjuntiva ocular, a pele avermelhada localizada na parte interna da pálpebra. Geralmente esse procedimento é realizado em pacientes mais jovens, nos quais a ausência de flacidez palpebral não justifica a cicatriz externa. Confira nas ilustrações a seguir como é realizada a cirurgia das pálpebras. Tempo de Cirurgia: Caso sejam operadas apenas as pálpebras superiores, a duração média da cirurgia é de 45 minutos. Caso sejam operadas as pálpebras superiores e inferiores, a duração média é de 90 a 120 minutos. Tempo de Internação: Geralmente 12 horas. Nas raras situações em que é utilizada anestesia geral, a internação é prolongada até 24 horas. Pós-operatório: A blefaroplastia é uma cirurgia de rápida recuperação, sendo que cerca de 48 horas após a cirurgia o paciente já pode exercer suas atividades cotidianas (com exceção de atividades físicas). Na blefaropastia, sempre ocorre formação de inchaço (edema) e manchas arroxeadas (equimoses) que variam de intensidade. As equimoses são absorvidas em um período de até 10 dias e o inchaço desaparece quase por completo até a 2ª semana de pós-operatório. Para acelerar a recuperação do edema e das manchas, recomenda-se a utilização de compressas com água ou soro gelado nos primeiros 7 dias após a cirurgia. Além disso, é importante evitar contato com água ou vapores quentes. É proibido tomar banho com água muito quente e cozinhar, por exemplo, na primeira semana, pois o vapor aumenta o inchaço e retarda a absorção das equimoses. Em decorrência destes fatores, recomenda-se repouso de atividades físicas por um período de 10 a 14 dias. Deve-se evitar exposição solar por pelo menos 3 meses, utilizando protetor solar e óculos escuros. A cicatriz, como dito anteriormente, adquire um aspecto muito bom e fica praticamente imperceptível após 1 mês de cirurgia. Possíveis complicações As possíveis complicações no procedimento de blefaroplastia, também conhecida como cirurgia nas pálpebras, são muito raras, no entanto, podem ocorrer, como em qualquer procedimento cirúrgico. Dentre elas podemos citar: • Ocorrência de hematoma e infecção; • Retirada insuficiente de pele ou gordura; • Ocorrência de ectrópio, conhecida como inversão da pálpebra inferior; • Ocorrência da Síndrome do olho seco; • Ocorrência abrasões na córnea; lagoftalmo, conhecido como incapacidade de fechar os olhos e diplopia, também conhecida como visão dupla; • E Intercorrências anestésicas. O resultado final da blefaroplastia, como em todas as cirurgias estéticas, vai depender da reação do organismo da(o) paciente e do zelo com as indicações do pré e pós-operatório. Recomendações pré-operatórias • O paciente deve informar se estiver fazendo uso de qualquer medicamento que tenha efeito anticoagulante; • Comunique alterações de estado de saúde na véspera da cirurgia; • Nos dez dias que antecederem a cirurgia não use nenhum tipo de anticoagulante; • Não use esmalte de cor escura no dia da cirurgia e evite usar joias, bijuterias e relógios; • No dia da cirurgia não use cremes; • E compareça à cirurgia com um acompanhante. Resultado Definitivo: Características peculiares das pálpebras, como a fina espessura da pele, aceleram a absorção do inchaço local e o tempo até atingir o resultado final. Podemos dizer que por volta do 2º mês cerca de 90% do edema local já terá sido absorvido, no entanto o resultado definitivo será atingido próximo ao 6º mês, como na maioria das cirurgias plásticas.
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Deep Face Lifting
01.04.2024
Dr. Júlio Leite
O Deep Plane Facelift, ou lifting facial profundo, é uma técnica cirúrgica avançada de rejuvenescimento facial que se destaca por abordar as camadas mais profundas da face, incluindo músculos e tecidos subjacentes, em vez de apenas esticar a pele superficialmente. Como funciona: Diferentemente dos liftings tradicionais, o Deep Plane Facelift envolve a liberação e o reposicionamento do SMAS (Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial), uma camada de tecido conjuntivo que recobre os músculos faciais. Essa abordagem permite um lifting mais natural e duradouro, pois trata a flacidez muscular, que é uma das principais causas do envelhecimento facial. Benefícios: Resultados mais naturais: Ao reposicionar os músculos e tecidos profundos, o Deep Plane Facelift proporciona um resultado mais harmonioso e natural, evitando o aspecto artificial de "rosto esticado". Maior durabilidade: A abordagem profunda garante resultados mais duradouros em comparação com os liftings tradicionais, que podem perder o efeito com o tempo devido à flacidez muscular. Melhora da flacidez e rugas: O procedimento é eficaz no tratamento da flacidez facial, rugas profundas, sulcos nasogenianos (bigode chinês) e perda de definição do contorno facial. Menor risco de complicações: A técnica, quando realizada por um cirurgião experiente, apresenta menor risco de complicações, como lesões nervosas e hematomas. Candidatos: O Deep Plane Facelift é indicado para pacientes com sinais moderados a avançados de envelhecimento facial, como flacidez, rugas profundas e perda de volume. É importante que o paciente esteja em bom estado de saúde e tenha expectativas realistas em relação aos resultados. Recuperação: O tempo de recuperação varia de acordo com cada paciente, mas geralmente leva algumas semanas. É comum haver inchaço nos primeiros dias, que diminuem gradualmente. O paciente deve seguir as orientações do cirurgião para garantir uma recuperação tranquila e obter os melhores resultados. Considerações: O Deep Plane Facelift é um procedimento cirúrgico que requer um profissional qualificado e experiente. É fundamental buscar um profissional de confiança e discutir suas expectativas e dúvidas antes de tomar a decisão.
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Ter câncer e a importância da segunda opinião médica
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. Na oncologia, é extremamente frequente que o paciente procure diferentes opiniões médicas antes de adotar uma conduta. Essa atitude é sempre recomendável e não fere a relação médico-paciente. Pelo contrário, dá ao paciente e ao especialista escolhido a segurança de que estão tomando as decisões mais acertadas, levando em conta aspectos clínicos, sociais, financeiros e psicológicos. Existem diversas razões pelas quais os pacientes procuram outros profissionais antes de iniciar um tratamento: o paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico, deseja conhecer outras opções de tratamento, o convênio médico exige uma segunda opinião, o tratamento escolhido não está levando aos efeitos esperados. É sempre importante lembrar que como medicina não é ciência exata, frequentemente haverão alternativas e opiniões diversas para o mesmo caso. Na oncologia, essas diferentes opiniões raramente são excludentes; mais comumente, elas podem se somar em benefício do paciente. O código de ética médica expressa que a segunda opinião é direito do paciente. Segundo o Art.39, é vedado ao médico opor-se à realização da segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal. Assim, o bom profissional e, em especial na oncologia, deve aprovar essa conduta de forma a enriquecer as opções de tratamento para o paciente, visando sempre sua cura. É de boa postura ética que o médico que efetue a segunda opinião reconduza o paciente ao primeiro médico, emitindo um relatório ou parecer com seus pontos de vista. Em muitos casos, o paciente reconstrói sua escolha e termina por optar pelo auxílio do novo profissional, considerando aspectos como opções de tratamento ofertadas, gentileza no cuidado, habilidades de comunicação e proximidade de sua residência. Ao paciente, é fundamental reiterar que as segundas, terceiras ou inúmeras opiniões devem ser sempre obtidas de profissionais reconhecidamente capacitados, atuantes, experientes e que possam somar benefícios palpáveis. O paciente deve sempre suspeitar de condutas mirabolantes, promessas incomuns, alternativas fáceis ou abordagens que envolvam custos exacerbados. Nesses casos, a prudência deve imperar e o paciente deve discutir abertamente seus questionamentos e anseios com o especialista escolhido.
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