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Conheça os detalhes sobre a Rinoplastia
06.05.2024
Dr. Leonardo Fontes Silva
Sobre a Rinoplastia É cada vez mais comum encontrarmos pessoas em busca de melhorar a aparência e a proporção do nariz, com o objetivo de realçar a harmonia facial e melhorar sua autoestima. Por outro lado, muitas destas pessoas apresentam dificuldade respiratória em virtude de anormalidades estruturais no nariz, tais como desvio de septo nasal, hipertrofia de cornetos e sinusopatias. A Rinoplastia é o procedimento cirúrgico indicado para a remodelagem da estrutura nasal com objetivo estético. São inúmeras as possibilidades, como aumentar, diminuir ou afinar, levantar a ponta e diminuir o “calo” do nariz. Pré-Operatório Esteja no local agendado na hora marcada, de preferência com um acompanhante; Utilize roupas confortáveis e de preferência folgadas; Faça refeições leves e nutritivas e não consuma bebidas alcoólicas no dia anterior ao dia da cirurgia; Evite exercícios físicos forçados no dia do procedimento cirúrgico; Não utilize nenhum tipo de joias, maquiagem e esmalte; Lave bem o rosto no dia da cirurgia; Intraoperatório A anestesia é local e será aplicada após o paciente ser sedado pelo anestesista; A duração da cirurgia é em média de 2 horas; A técnica cirúrgica realizada pela equipe, na grande maioria dos casos, é a técnica fechada onda não deixa nenhuma cicatriz externa; Ao final do procedimento, realizamos um curativo externo com intuito de proteger as estruturas nasais; Não deixamos tampão nasal; Pós-Operatório A alta hospitalar acontecerá ao final do dia, exceto em casos excepcionais; No primeiro e no segundo dia a alimentação deverá ser fria (líquida ou pastosa). No terceiro dia em diante a alimentação é livre (evitar crustáceos por 15 dias). Não molhe o curativo; Realize compressa com gelo na região dos olhos nos 2 primeiros dias. (Nunca colocar o gelo em contato direto com a pele); Não faça atividade física por um período de 30 dias; Não se exponha ao sol por 60 dias, use filtro solar diariamente; Não dirija nos 3 primeiros dias; Evite falar muito e evite abaixar a cabeça durante 3 dias; Procure dormir com a cabeça mais elevada que o corpo; Eventualmente pode acontecer dores leves, pequenos hematomas abaixo dos olhos ou sangramentos em pequenas quantidades.
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Por que a próstata dos homens cresce? É preciso fazer cirurgia?
13.05.2020
Dr. Rafael Mourato
A próstata é uma glândula presente em homens que se localiza logo abaixo da bexiga. Após os 40 anos é comum que haja crescimento da parte interna da próstata causando uma obstrução e dificultando a passagem da urina por um canal chamado uretra. Este crescimento que chamamos na medicina de Hiperplasia Prostática Benigna, ou apenas pela sigla HPB, acontece em 1 a cada 2 homens com mais de 50 anos, e nesse período os homens ou seus familiares começam a perceber algumas mudanças, como o fato de acordar mais vezes à noite para urinar, demorando mais tempo para esvaziar a bexiga, e com jato de urina mais fraco que se inicia e para várias vezes. Durante viagens alguns homens precisam se programar pensando sobre os banheiros que haverá no caminho, e outros precisam ir ao banheiro com muita rapidez, pois têm a sensação de que poderão perder urina a qualquer momento. Neste momento é muito comum surgirem dúvidas sobre a gravidade, e se este problema é ou pode se tornar um câncer. Todavia é sempre tranquilizador para todos, saberem que é um problema benigno, que, assim, não é câncer e nem tem a possiblidade de se tornar. A grande maioria dos casos não apresentam gravidade, e a evolução varia muito de homem para homem, mas é sempre tratável. De todas as dúvidas que tenho respondido a que percebo ser mais presente é: “Doutor, eu vou precisar operar a próstata? ”, e em seguida, “Vou ficar impotente? ” E a resposta quase sempre para as duas perguntas é não. Primeiro porque o tratamento inicial consiste principalmente no uso de medicações que “relaxam” a próstata para ajudar na passagem da urina e outras medicações que auxiliam reduzindo o tamanho da próstata em até 30%. Segundo porque é extremamente rara a ocorrência de impotência sexual no tratamento do crescimento benigno da próstata. O que é diferente quando falamos em câncer de próstata, mas aí é assunto para conversarmos em um outro momento. Além disso, é muito importante ressaltar, que o tamanho da próstata não importa tanto, o que realmente conta é o quanto o homem se sente incomodado com a forma como urina. A necessidade de cirurgia nos pacientes com próstata crescida é muito bem estabelecida de acordo com as sociedades de urologia brasileira, americana e europeia, está indicada nos homens que tiveram mais de uma obstrução completa da passagem da urina, ou àqueles que tiveram alterações renais devido ao crescimento da próstata, infecções urinárias recorrentes, formação de cálculos (pedras) na bexiga ou presença de sangue na urina. Assim, a mensagem que deixo para o leitor é que quando se trata do crescimento da próstata, uma conversa detalhada com o Urologista sobre o que se sente, sobre o quanto a situação tem atrapalhado no dia-a-dia é muito mais importante do que o resultado dos exames, que apenas auxiliam em algumas decisões durante o tratamento.
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O que você precisa saber sobre o DIU
09.04.2024
Dra. Greice Kelly Araújo de Sá
A implantação do DIU (Dispositivo Intrauterino) é um procedimento ginecológico simples e rápido, utilizado como método contraceptivo de longo prazo. Seu tempo de atuação varia de 3 a 10 anos, a depender do tipo de DIU. O hormonal (geralmente contendo levonorgestrel) dura entre 3 e 5 anos e o DIU de cobre, 10 anos. Ambos os tipos impedem a gravidez de diversas formas, através dos seguintes mecanismos: - Espessando o muco cervical: dificultando a passagem dos espermatozoides para o útero. - Alterando o revestimento do útero: impedindo a implantação de um óvulo fecundado. - Reduzindo a mobilidade dos espermatozoides: dificultando que eles encontrem o óvulo. Por que escolher o DIU? - Alta eficácia: Um dos métodos contraceptivos mais eficazes, com taxas de falha muito baixas, de 0,2% para o hormonal e 0,8% para o de cobre. - Longa duração: A maioria dos DIUs pode durar de 3 a 10 anos, dependendo do tipo. - Reversível: A fertilidade retorna rapidamente após a remoção do DIU, sua retirada ocorre no próprio consultório - Baixo custo: imagine a economia de parar de comprar anticoncepcional por 10 anos. - Discreto: Uma vez inserido, o DIU não é percebido. - Seguro: É seguro para a maioria das mulheres, mas é importante consultar um médico para verificar se você é uma boa candidata. - Manutenção: Não é necessário fazer manutenções frequentes, mas recomenda-se uma consulta médica de revisão após a colocação é a cada ano. - Fertilidade: A fertilidade é restabelecida rapidamente após a remoção do DIU. Como funciona a implantação do DIU: 1. Avaliação médica: Antes da implantação, é essencial que a paciente passe por uma consulta com o ginecologista para avaliar sua saúde geral, verificar se há contraindicações e escolher o tipo de DIU mais adequado. Deve-se levar um teste de gravidez e o último laudo de colpocitologia oncótica e ultrassonografia transvaginal. 2. Preparo: O procedimento pode ser realizado em consultório, sem necessidade de anestesia geral, mas algumas pacientes podem optar por sedação, em ambiente hospitalar. A colocação pode ser feita em qualquer período do ciclo menstrual. Não precisa estar menstruada. 3. Procedimento: - A paciente é posicionada em uma mesa ginecológica. - O ginecologista introduz um espéculo vaginal para visualizar o colo do útero. - O colo do útero é higienizado e o DIU é inserido através de um aplicador, passando pelo colo até chegar ao útero. - Após a inserção, o médico ajusta o tamanho do fio do DIU, que fica 0,5 cm para fora do colo do útero, permitindo sua futura remoção. 4. Duração: O procedimento geralmente leva entre 10 a 15 minutos. 5. Recuperação: Após a colocação, é comum sentir cólicas leves. O ginecologista pode recomendar o uso de analgésicos. A maioria das mulheres pode retomar suas atividades normais logo após a implantação, mas deve evitar relações sexuais ou uso de absorventes internos por alguns dias, conforme orientação médica. Possíveis efeitos colaterais: - Cólica e desconforto: Especialmente nos primeiros dias após a inserção. - Alterações no ciclo menstrual: O DIU hormonal pode reduzir o fluxo menstrual ou até suspender a menstruação, enquanto o DIU de cobre pode aumentar o fluxo e a intensidade das cólicas nos primeiros meses, porém esse efeito costuma ser temporário. - Expulsão: Em raros casos, o DIU pode ser expulso pelo corpo. - Aumento da acne: em alguns casos, especialmente com DIUs hormonais. Quem não pode usar o DIU? Existem algumas situações em que o DIU não é recomendado, como: - Deformidades uterinas: como o útero Didelfo. - Câncer do colo do útero: o DIU não deve ser inserido em mulheres com câncer do colo do útero. - Doenças inflamatórias pélvicas: o DIU pode aumentar o risco de complicações em mulheres com essas doenças. - Gravidez: o DIU não deve ser inserido em mulheres grávidas. A escolha de colocar o DIU deve sempre ser discutida com um ginecologista para verificar se é a melhor opção contraceptiva para você, considerando seu estado de saúde, estilo de vida e necessidades contraceptivas.
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Microagulhamento Robótico Tecnologia a favor da beleza.
11.07.2022
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Esse é um assunto constante nos últimos congressos internacionais, o microagulhamento robótico, um aparelho de radiofrequência microagulhada, é uma evolução do tradicional microagulhamento que antes era feito através do rolinho de agulhas Sua ponteira contém várias microagulhas de ouro, cuja profundidade de penetração na pele é ajustada digitalmente, variando de 0,5 a 3,0 mm, e a quantidade de radiofrequência utilizada também é passível de programação. Como funciona esse aparelho?A Radiofrequência tem a tecnologia 3DEEP, ou seja, o calor é dissipado uniformemente ao redor de toda a agulha otimizando os resultados, essa energia é entregue de forma profunda na derme, reativando a produção natural de colágeno, promovendo melhora de rugas e perceptível lifting e firmeza da pele. Além disso o trauma local pela perfuração da pele também é indutor da produção de colágeno, além de abrir canalículos para penetração de ativos terapêuticos. Como é realizado o procedimento?Primeiramente é realizado uma avaliação completa do local a ser aplicado o procedimento.É aplicado um anestésico tópico na pele do local do procedimento 30 a 45 minutos antes.Escolhe – se a profundidade e nível de radiofrequência que será emitida, e, após isso é realizado o procedimento. Terminado o microagulhamento, na maioria dos casos, faz-se o drug delivery, que é a colocação de ativos específicos conforme a queixa do paciente.A sessão dura entre 30 e 45 minutos, e a quantidade de sessões é variável entre 3 a 4, dependendo de cada tipo de pele. O intervalo entre as sessões varia de 15 a 30 dias. Quais as indicaçõess? • Cicatrizes de Acne• Queimaduras • Estrias• Melasma • Rejuvenescimento • Envelhecimento Cutâneo • Flacidez • Hiperhidrose • Alopecia Como é o pós-procedimento?Os ativos colocados na pele devem ser mantidos por oito horas e depois a pele é lavada com sabonete suave. Deve – se evitar o sol nos primeiros dias e não ir à praia ou piscina por pelo menos sete dias após o procedimento.A técnica, tem um dowtime pequeno, ou seja, o paciente não precisa se afastar das suas atividades habituais. O sangramento é mínimo, já que a radiofrequência reduz o mesmo. No dia seguinte a sessão o paciente já não sente qualquer incomodo.É uma técnica bastante estabelecida na Dermatologia Internacional pela sua eficácia e versatilidade aliada ao baixo desconforto, em João Pessoa já podemos encontrar essa tecnologia com todos seus benefícios para o realce da beleza feminina e masculina.
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Rinoplastia, O que voce deve saber
20.08.2020
Dr. Leonardo Fontes Silva
É cada vez mais comum encontrarmos pessoas em busca de melhorar a aparência e a proporção do nariz, com o objetivo de realçar a harmonia facial e melhorar sua autoestima. Por outro lado, muitas destas pessoas, apresentam dificuldade respiratória em virtude de anormalidades estruturais no nariz, tais como: desvio de septo nasal, hipertrofia de cornetos e sinusopatias. A Rinoplastia é o procedimento cirúrgico indicado para a remodelagem da estrutura nasal com objetivo estético. São inúmeras as possibilidades, como aumentar, diminuir ou afinar o nariz, levantar a ponta e diminuir o “calo” do nariz. Na Rinosseptoplastia, além da cirurgia estética (rinoplastia), existe a correção de desvio de septo, posicionamento e má formação, que podem inferir diretamente na função nasal. O que é? A Rinosseptoplastia, é uma cirurgia realizada em um mesmo ato cirúrgico e tem dupla finalidade: melhorar a estética e a função nasal. Ou seja, fazer com que o nariz possa desempenhar plenamente suas funções, além de ficar com um aspecto bonito, uma vez que ele contribui de modo muito importante para harmonia facial. Quem deve realizar a Rinosseptoplastia? O médico é quem melhor reconhece a necessidade de uma cirurgia funcional. Sabe-se que a dificuldade da respiração pelo nariz interfere na saúde de todo o organismo e causa prejuízos para vários órgãos, em especial para os pulmões, coração e cérebro, interferindo diretamente na capacidade física, na qualidade do sono, no controle do estresse, da concentração e do raciocínio. A cirurgia funcional visa melhorar de maneira muito nítida a qualidade de vida do paciente. Por outro lado, a necessidade de cirurgias que visem melhorar o aspecto estético do nariz é reconhecida pelo próprio indivíduo. Numa conversa entre médico e paciente, as expectativas e desejos, bem como as técnicas e limitações cirúrgicas devem se abordadas, objetivando esclarecer dúvidas quanto aos resultados esperados. Como é feita a cirurgia? O procedimento cirúrgico é feito com anestesia local e sedação, tem duração média de 2 horas, e o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia. Na maioria dos pacientes, utilizamos a técnica fechada, e todas as incisões são feitas dentro do nariz, sem nenhum corte ou cicatriz externamente. Recuperação pós-operatória O paciente deverá usar curativo cobrindo o nariz por uma semana e normalmente não necessita fazer uso de tampões nasais. Edema e, ocasionalmente hematomas, persistem por uma semana, sendo incomum as dores pós-operatórias. Após uma semana, o paciente estará retornando as atividades habituais. Resultado O resultado aproximado será observado em 2 meses. Constata-se uma melhora evidente na autoestima e um grande avanço nos parâmetros de qualidade de vida, entre eles a qualidade do sono e as disposições física e mental, ou seja, pessoas mais satisfeitas e mais saudáveis.
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Ter câncer e a importância da segunda opinião médica
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. Na oncologia, é extremamente frequente que o paciente procure diferentes opiniões médicas antes de adotar uma conduta. Essa atitude é sempre recomendável e não fere a relação médico-paciente. Pelo contrário, dá ao paciente e ao especialista escolhido a segurança de que estão tomando as decisões mais acertadas, levando em conta aspectos clínicos, sociais, financeiros e psicológicos. Existem diversas razões pelas quais os pacientes procuram outros profissionais antes de iniciar um tratamento: o paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico, deseja conhecer outras opções de tratamento, o convênio médico exige uma segunda opinião, o tratamento escolhido não está levando aos efeitos esperados. É sempre importante lembrar que como medicina não é ciência exata, frequentemente haverão alternativas e opiniões diversas para o mesmo caso. Na oncologia, essas diferentes opiniões raramente são excludentes; mais comumente, elas podem se somar em benefício do paciente. O código de ética médica expressa que a segunda opinião é direito do paciente. Segundo o Art.39, é vedado ao médico opor-se à realização da segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal. Assim, o bom profissional e, em especial na oncologia, deve aprovar essa conduta de forma a enriquecer as opções de tratamento para o paciente, visando sempre sua cura. É de boa postura ética que o médico que efetue a segunda opinião reconduza o paciente ao primeiro médico, emitindo um relatório ou parecer com seus pontos de vista. Em muitos casos, o paciente reconstrói sua escolha e termina por optar pelo auxílio do novo profissional, considerando aspectos como opções de tratamento ofertadas, gentileza no cuidado, habilidades de comunicação e proximidade de sua residência. Ao paciente, é fundamental reiterar que as segundas, terceiras ou inúmeras opiniões devem ser sempre obtidas de profissionais reconhecidamente capacitados, atuantes, experientes e que possam somar benefícios palpáveis. O paciente deve sempre suspeitar de condutas mirabolantes, promessas incomuns, alternativas fáceis ou abordagens que envolvam custos exacerbados. Nesses casos, a prudência deve imperar e o paciente deve discutir abertamente seus questionamentos e anseios com o especialista escolhido.
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Para cada câncer, um tratamento: oncologia de precisão.
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Já pensou no tratamento do câncer sem o emprego de quimioterapia? E a possibilidade de usar um remédio específico para cada tipo de câncer? Estas possibilidades já são realidade e fazem parte do que hoje se chama oncologia de precisão. Graças aos extraordinários avanços no entendimento da genética do câncer e, especialmente, nas múltiplas interações do sistema imunológico com a doença, tivemos nos últimos anos a ampliação das possibilidades de tratamento do câncer com o emprego de drogas inteligentes capazes de atuar em “alvos moleculares” específicos de cada tumor e também, mais recentemente, a incorporação da imunoterapia. Somadas, essas novas estratégias têm permitido um controle mais eficaz da doença e mesmo casos em estágios mais avançados têm apresentado excelentes resultados, com menos efeitos colaterais. Falar de oncologia de precisão é conversar sobre a biologia do câncer. É necessário entender que o câncer é uma doença que está em constante transformação. Conceitualmente, o câncer surge quando uma célula qualquer sofre uma mudança em seu código genético e passa a crescer e se multiplicar de forma desordenada. Essas transformações são diversas e geram variados tipos de células o que significa dizer que nem todo câncer é igual. Na prática, câncer são várias doenças que respondem pelo mesmo nome. São essas diferenças que explicam porque tumores de mesma origem se comportam de forma diversa em pessoas diferentes e, adicionalmente, porque alguns pacientes respondem bem às terapias, enquanto outros nem tanto. Sabedores dessas disparidades, os oncologistas alinharam os avanços do conhecimento genético e descobriram que não é mais possível que todos os pacientes com um tipo específico de câncer e estágio recebam o mesmo tratamento. As tecnologias mais recentes são capazes de estudar e mapear os genes das células tumorais e identificar alvos para os quais existem terapias específicas. Em outras palavras, já é possível identificar a fechadura (alvo-molecular) e escolher a chave certa (terapia-alvo). Isso significa dizer que o tratamento é capaz de atuar mais especificamente sobre a célula do tumor e, menos provavelmente, em células sadias. Em última análise, isso aumenta a eficiência do tratamento e reduz os efeitos colaterais. Inúmeras drogas-alvo já foram desenvolvidas e estão disponíveis comercialmente no Brasil, tanto na rede privada quanto na pública. Cânceres de mama, colorretal, rim, pulmão já são largamente tratados com base nos alvos genéticos e moleculares. Para sabermos se o paciente pode se beneficiar dessa estratégia é necessário se certificar que o tumor tem um alvo específico. Isto é normalmente verificado testando uma amostra do tumor obtida por meio de uma biópsia ou durante uma cirurgia. Cada vez mais teremos novos alvos moleculares identificados pela ciência e, portanto, novos medicamentos desenvolvidos capazes de atuar de forma mais eficaz. Saiba, portanto, que é possível se beneficiar de terapias com maior impacto no controle do câncer e que podem ser usadas por longos períodos com efeitos colaterais toleráveis. Já somos, portanto, capazes de tratar o câncer com maior precisão.
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Aplicação de Botox
09.04.2024
Dra. Anna Alencar
A aplicação de Botox (uma das toxinas existentes no mercado), tem se mostrado bastante eficiente no tratamento não somente da espasticidade (contração muscular permanente que pode levar ao encurtamento de músculos e tendões, deixando o paciente com uma postura anormal e dolorosa), em doenças neurológicas como paralisia cerebral (lesão em uma ou mais áreas do cérebro), AVC, Lesão Medular e nas distonias (contração involuntária de músculos em diferentes partes do corpo). A toxina botulínica, também é hoje, utilizada na migrânea (dor de cabeça que em geral, tem um componente de contraturas musculares da região do pescoço associada) e outras situações que envolvem dor. Como funciona a aplicação de Botox? A aplicação é feita através de injeção diretamente no músculo afetado, o que garante efeito mais localizado e reduz a incidência de efeitos colaterais , como ocorre no uso de medicamentos orais. A aplicação pode ser feita com auxílio de um eletroestimulador, ultrassom ou somente usando o conhecimento anatômico. Esta aplicação pode ser realizada no próprio consultório ou em casos de pacientes mais graves, no centro cirúrgico, com leve indução anestésica. A toxina botulínica age relaxando a musculatura e parece também estar relacionada a estimulação de regiões do cérebro que controlam a dor. Idealmente, deve ser seguida de procedimentos de reabilitação como a fisioterapia, terapia ocupacional e uso de órteses para que seu efeito seja mais eficaz e duradouro. Esse “relaxamento” acontece porque o Botox inibe a liberação de um neurotransmissor , a acetilcolina, que é responsável pela contração do músculo. A toxina botulínica se liga no receptor da célula e impede que a acetilcolina faça a contração do músculo. Este mecanismo também é o mesmo no tratamento de rugas . A quantidade de aplicação de Botox varia conforme o quadro do paciente e o músculo que está sendo tratado. É importante reforçar que no caso da espasticidade, nem sempre a presença dela, exige tratamento. Ela deve ser tratada quando gera dor , dificulta função ou induz ao desenvolvimento de deformidades. O profissional responsável faz uma avaliação, analisando o tipo de patologia, quais são as lesões e as dificuldades e, a partir dessas informações, monta-se um plano de tratamento que indicará a quantidade de toxina botulínica necessária. Benefícios da aplicação de Botox Com a aplicação de Botox, o paciente recupera parcialmente o movimento, adiando ou anulando a necessidade de cirurgia. Como a aplicação é feita diretamente no músculo através de pequenas agulhas, o efeito é localizado e tem poucas contra indicações. O efeito do medicamento é temporário, variando de acordo com cada paciente. A toxina botulínica pode ser reaplicada a cada 3 a 4 meses ,mas nem sempre isto é necessário. É importante a reavaliação médica para saber se e quando esta aplicação deve ser feita. É importante, também, combinar as aplicações com a reabilitação (sessões de fisioterapia ou outros) para que o sucesso do tratamento seja satisfatório.
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