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Ansiedade
17.04.2024
Dr. Estacio Amaro
Os transtornos de ansiedade vêm crescendo, cada vez mais, no mundo contemporâneo. Acredita-se que, além da alteração orgânica, algumas situações como as exigências do mundo moderno, o estresse, as alterações da atualidade que levam à redução da qualidade de vida, entre outras, facilitam o desenvolvimento da ansiedade. A ansiedade cursa com sintomas, como: • Medo intenso e patológico • Diarreia • Tontura • Sudorese • Calafrios ou ondas de calor • Palpitações • Hipertensão • Taquicardia • “Formigamento” • Tremores • Aumento da frequência urinária A maioria das pessoas não sabe que os transtornos de ansiedade podem ser classificados em: TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA: ansiedade antecipatória (preocupação antecipada com algo que ainda vai ou não ocorrer), inquietação ou sensação de estar com os “nervos à flor da pele”, fadiga ou cansaço, dificuldade de concentração ou sensações de “branco”, irritabilidade, tensão muscular, perturbação do sono. TRANSTORNO DE PÂNICO: sintomas ansiosos juntamente com medo de morrer e/ou de enlouquecer, que duram, em média, de 30 a 60 minutos. Muitos têm a sensação de que estão tendo um infarto e procuram o cardiologista, mas, na verdade, estão apresentando um ataque de pânico. TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL: preocupação excessiva com situações sociais ou de desempenho, em que há necessidade de se expor, medo de ser avaliado e criticado. O medo da exposição pode ser: apresentar-se em público, alimentar-se na frente de pessoas desconhecidas, etc. FOBIA ESPECÍFICA: Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica. As mais comuns são: sangue-injeção-ferimento, animais e situacionais (altura, locais fechados, etc.). TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO: presença de pensamentos obsessivos, como, por exemplo, “se eu não lavar as mãos, algo ruim irá acontecer com minha mãe”, além de compulsões (conhecidas popularmente como manias): contaminação (lavar as mãos excessivamente), verificação (a mais comum é de verificar se a porta está fechada), simetria (os objetos precisam estar alinhados), entre outras. TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO: exposição a um evento traumático, recordações aflitivas, pesadelos, revivescência do trauma, insônia, hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada. O trauma é psíquico, como: presenciar um homicídio ou um suicídio, catástrofes, abusos físico e sexual, etc. TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO: mais comum em crianças e adolescentes. É o medo de estar longe de figuras de vínculo, de que algo ocorra e nunca mais as veja, seguir a pessoa pela casa, telefonar insistentemente para saber onde o pai e/ou a mãe estão, por exemplo, etc. Se você se identifica com algum desses sintomas descritos ou os percebe em seus familiares, não deixe de procurar assistência psiquiátrica e psicológica, visto que a ansiedade causa muito sofrimento e pode ser inclusive, incapacitante.
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O que esperar da inteligência artificial para os cuidados do paciente com câncer
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Nos últimos anos, os termos inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) têm sido comuns nos noticiários e, especialmente, entre os diversos avanços importantes da medicina. Tais conceitos ainda são motivos de muita confusão entre o público e também, entre os pacientes, embora, esteja claro que estamos testemunhando uma nova era. Na oncologia, especialidade que trata pacientes com câncer, a maior dúvida é como a inteligência artificial pode impactar na melhora dos resultados e qualidade de vida dos pacientes. Atualmente, as maiores aplicações para o emprego de inteligência artificial ainda estão no campo do diagnóstico do câncer. Alguns programas de computador permitem analisar exames de imagem, entre eles, radiografias, mamografias e tomografias; bem como, materiais resultantes de biópsias. Nessa perspectiva, pesquisadores têm treinado os computadores para distinguir diferentes padrões de imagem e com isso diagnosticar o câncer de forma bastante apurada. Isso, entretanto, não descarta o papel dos médicos patologistas ou radiologistas, mas, sim, reduz o seu excesso de trabalho. O que os estudos têm apontado é que o emprego da inteligência artificial tem permitido uma redução importante dos intervalos para confirmar os diagnósticos, assim como, acesso rápido e prático a esses resultados em lugares onde o acesso ao médico é mais difícil. Imagens e resultados de biópsias não são as únicas áreas nas quais a inteligência artificial tem sido estudada e aplicada. Qualquer tipo de informação pode ser traduzida em padrões computacionais específicos, prevendo resultados cruciais para o paciente com câncer. De fato, novos programas de inteligência artificial têm sido usados para a integração de diversos dados clínicos, patológicos e moleculares do paciente, buscando encontrar melhores e personalizadas alternativas de tratamento. No Brasil, já estão disponíveis, ainda de forma incipiente e boa parte experimental, programas capazes de interpretar os resultados de exames dos pacientes, como também, os dados clínicos (sintomas e sinais ao exame físico) e com isso definir quais são os melhores caminhos em termos de tratamento. Se isto significa melhores resultados, o tempo e os novos estudos ainda precisam responder. Ainda existem múltiplas barreiras para o emprego de inteligência artificial para as pessoas portadoras de câncer. A complexidade da doença impede que uma única escolha de conduta seja capaz de se aplicar a todos eles com as mesmas características. Será, portanto, necessário enriquecer o conhecimento das máquinas, sua capacidade de cálculo e interpretação para que possamos obter melhores desfechos para os pacientes. Adicionalmente, o custo dessas tecnologias ainda é impeditivo para boa parte do planeta, mas os especialistas apontam que, de forma similar à outras tecnologias esses valores só são altos no início e costumam decair com o tempo. Por fim, o papel da inteligência artificial na oncologia ainda não está completamente esclarecido, embora todos aqueles que fazem o cuidado do paciente com câncer estão otimistas e acreditam que com o acesso à essa tecnologia, provavelmente, permitirá que tenhamos mais tempo para interagir e se aproximar deles. A nossa capacidade de comunicação será a chave para permitir que o paciente consiga interpretar os diferentes papeis que a máquina e o ser humano terão no seu cuidado.
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A Importância dos Exames Obstétricos com Especialista
17.04.2024
Dra. Julyanna Costa
A gestação é um período único e especial na vida de uma mulher. Durante esses nove meses, o corpo passa por diversas transformações para acolher e nutrir uma nova vida. Para garantir a saúde tanto da mãe quanto do bebê, é fundamental realizar acompanhamento médico regular e realizar todos os exames obstétricos indicados. É importante ressaltar que cada gestante é única e as necessidades podem variar. Por isso, é fundamental seguir as orientações do seu médico e realizar todos os exames indicados. A realização de exames obstétricos com um especialista é fundamental para garantir a saúde da gestante e do bebê. Esses exames, que incluem ultrassonografias, exames de sangue e monitoramento do crescimento fetal, desempenham um papel crucial em várias etapas da gravidez. Em primeiro lugar, a consulta com um especialista permite o diagnóstico precoce de possíveis complicações. Condições como diabetes gestacional, hipertensão e anomalias fetais podem ser identificadas e monitoradas, possibilitando intervenções que podem salvar vidas. O acompanhamento regular também ajuda a assegurar que a gestação esteja evoluindo de forma saudável. Além disso, os exames obstétricos fornecem informações valiosas sobre o desenvolvimento do bebê. A ultrassonografia, por exemplo, não apenas avalia o crescimento fetal, mas também permite visualizar a placenta e o líquido amniótico, ajudando a identificar possíveis problemas que poderiam afetar a saúde do recém-nascido. Por fim, a realização regular de exames obstétricos contribui para a educação da gestante sobre sua saúde e a do bebê. Entender a importância de cada exame e o que cada resultado significa é essencial para que as futuras mães se sintam mais empoderadas em suas escolhas e cuidados. Em resumo, os exames obstétricos realizados com especialistas são essenciais para monitorar a saúde da gestante e do bebê, detectar problemas precocemente, oferecer suporte emocional e educar os pais. Investir nesse acompanhamento é garantir um início de vida mais saudável e seguro para todos. Mas por que os exames obstétricos são tão importantes? Os exames obstétricos são ferramentas poderosas que permitem ao médico acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê, identificar possíveis complicações e tomar as medidas necessárias para garantir uma gestação saudável e um parto seguro. Principais benefícios dos exames obstétricos: • Detecção precoce de complicações: Através dos exames, é possível identificar precocemente condições como diabetes gestacional, pré-eclampsia, malformações congênitas e outras complicações que podem afetar a saúde da mãe e do bebê. • Monitoramento do crescimento fetal: Os exames permitem acompanhar o crescimento e desenvolvimento do bebê, verificando se ele está crescendo adequadamente e se há algum sinal de restrição de crescimento. • Avaliação da placenta: A placenta é o órgão responsável por fornecer nutrientes e oxigênio ao bebê. Os exames avaliam a saúde da placenta e garantem que ela esteja funcionando corretamente. • Identificação de múltiplas gestações: Em casos de gestações gemelares ou múltiplas, os exames são essenciais para acompanhar o desenvolvimento de cada bebê e identificar possíveis complicações. • Preparo para o parto: Os exames ajudam a determinar a data provável do parto, a posição do bebê e a avaliar as condições do colo do útero, permitindo que o médico planeje o melhor tipo de parto para cada caso. • Tranquilidade para a gestante: Ao realizar todos os exames e acompanhar regularmente o pré-natal, a gestante tem mais tranquilidade e segurança, sabendo que está fazendo tudo o que pode para garantir a saúde do seu bebê. Quais os principais exames obstétricos? • Ultrassonografia: É o exame de imagem mais utilizado durante a gestação, permitindo visualizar o bebê em tempo real e avaliar seu crescimento, desenvolvimento e bem-estar. • Exames de sangue: Avaliam a saúde da gestante, verificam a presença de infecções, anemia, diabetes e outros problemas. • Exames de urina: Avaliam a função renal e a presença de infecção urinária. • Cardiotocografia: Monitora os batimentos cardíacos do bebê e as contrações uterinas, avaliando o bem-estar fetal. Conclusão Os exames obstétricos são aliados essenciais para uma gestação saudável e segura. Ao realizar todos os exames e acompanhar regularmente o pré-natal, a gestante garante que ela e seu bebê recebam os melhores cuidados durante essa fase tão especial. Lembre-se: investir na saúde durante a gestação é um presente para você e para o seu bebê!
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O uso de fios de PDO (Polidioxanona)
12.10.2022
Dra. Ana Carolina Lustosa
Os fios de PDO (polidioxanona) são um tipo de material utilizado em procedimentos estéticos minimamente invasivos para rejuvenescimento facial. A polidioxanona é um material absorvível, o que significa que é naturalmente degradado e reabsorvido pelo corpo ao longo do tempo. Os fios de PDO são feitos de um polímero sintético biocompatível que é usado em várias aplicações médicas, incluindo cirurgias cardíacas e oftalmológicas. Na estética, esses fios são inseridos sob a pele para levantar e redefinir áreas específicas do rosto, como sobrancelhas, bochechas, mandíbula e pescoço. O procedimento envolve a inserção dos fios sob a pele com agulhas finas ou cânulas. Uma vez inseridos, os fios estimulam a produção de colágeno na área tratada, promovendo a firmeza e a elasticidade da pele. Além disso, os fios fornecem um efeito de sustentação imediato, ajudando a levantar e reposicionar os tecidos flácidos. Os resultados dos procedimentos com fios de PDO geralmente são visíveis imediatamente após o tratamento e continuam melhorando ao longo das semanas seguintes, à medida que o colágeno é produzido e a pele se firma. Os efeitos podem durar vários meses a mais de um ano, dependendo da qualidade da pele, do tipo de fio usado e de outros fatores individuais. Os procedimentos com fios de PDO são considerados relativamente seguros quando realizados por um profissional qualificado, mas como em qualquer procedimento estético, existem riscos potenciais, como hematomas, infecção, reações alérgicas e resultados indesejados. É importante discutir os benefícios, riscos e expectativas do tratamento com um médico especializado em estética antes de decidir prosseguir com o procedimento.
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Asma
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
Conhecida também como bronquite, bronquite asmática, entre outros nomes, a asma atinge cerca de 20% das crianças do brasil. Por ano, são 2 mil mortes de adultos e crianças, e a falta de informação é um dos fatores que mais contribuem para os óbitos por asma, doença respiratória que está entre as mais prevalentes do mundo. Segundo a organização mundial de saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma. Os sintomas: pelo chiado no peito, tosse e falta de ar. Diz-se que é considerada de difícil tratamento quando o paciente não aceita o uso das bombinhas, tem medo de usar corticoide, devido aos efeitos colaterais, e isso faz com que a pessoa não observe o tratamento. Além de dificultar o tratamento, a doença fica sem controle, ou seja, a asma pode impedir que a criança deixe de realizar as suas atividades cotidianas, como ir à escola, jogar bola, correr, já que a falta de ar incomoda muito. A participação ativa do médico nesse acompanhamento é fundamental, já que é muito importante explicar para a família o que é a doença, que tipo de terapia a criança vai usar, qual medicamento vai receitar, e o que se espera do tratamento. Só assim, pais e mães estarão seguros para administrar a medicação e retornar ao consultório para contar como foi o período de cuidados, que mudanças precisam ser feitas, até que o paciente esteja controlado e tenha uma boa qualidade de vida. A asma também pode ser desencadeada pelo esforço. A criança brinca, corre pela casa e, de repente, começa o chiado, a tosse. Há prevenção e tratamento com medicamentos adequados para essa situação. Não tenha medo do nome asma: ela só precisa ser identificada e tratada.
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Terapia regenerativa e os avanços da dermatologia estética
14.02.2022
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Envelhecer é o caminho natural de qualquer ser humano. Devido a esse processo, há uma reabsorção dos coxins de gordura facial, associada a reabsorção óssea, causando um desabamento na face, por isso, a ciência tem criado técnicas para minimizar os efeitos dessa mudança de idade. Além dos preenchedores e bioestimuladores, a dermatologia passou a estudar como melhorar as características da pele sem criar volume, além de avaliar como prevenir esse envelhecimento, por esse motivo, muitos estudos estão sendo realizados acerca do rejuvenescimento e reparação celular. Nessa nova fase da cosmiatria, ao invés de corrigir os efeitos do envelhecimento, a prioridade tem sido o Prejuvenation (prevenir o envelhecimento), visando resultados mais naturais e harmônicos. A terapia regenerativa é uma técnica que chegou ao Brasil, e que já está sendo muito discutida nos principais meetings internacionais de dermatologia, sendo bastante estudada na Europa e nos Estados Unidos. Essa terapia tem sido vista como o futuro da cosmiatria, pois, em linhas gerais, visa acelerar o ritmo de regeneração das células. Trata-se de um processo natural, sem riscos e com melhora progressiva da pele. A terapêutica consiste em aplicar as próprias proteínas de crescimento celular do paciente em diferentes áreas do corpo, para favorecer seu rejuvenescimento. As plaquetas, células contidas no nosso sangue, são ricas nesses fatores de crescimento, tendo um importante papel em diversas etapas de reparação tecidual, entre eles constam o PDGF e VEGF, que estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos, o FDF que estimula a produção de colágeno e o EGF que estimula a reprodução e crescimento celular. Na dermatologia, a terapia é utilizada no rejuvenescimento facial, com a melhora na hidratação, na elasticidade, na flacidez e no contorno facial, nas alopecias (queda de cabelo), cicatrizes e estrias. O material a ser injetado é obtido através da centrifugação sanguínea do próprio paciente, para obter um concentrado dos fatores de crescimento. Após isso, pode ser homogeneizado com oligoelementos e/ou ácido hialurônico, otimizando os resultados. Essa substância é aplicada no local a ser tratado, e age estimulando a regeneração e o crescimento celular. A terapia regenerativa é um tratamento moderno que preza pela naturalidade, uma nova forma de tratar o envelhecimento cutâneo, e quando se fala em Prejuvenation, é impossível deixá-la de lado. Ainda há muito a descobrir em relação a regeneração celular, por isso, essa técnica vem sendo cada vez mais estudada, e mais protocolos científicos têm sido criados para inseri-la no arsenal da cosmiatria. A pele, como maior órgão do corpo humano é, sem dúvida, uma das protagonistas nessa nova fronteira científica.
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Obesidade Mórbida: A que técnica cirúrgica devo me submeter e por quê?
29.07.2020
Dr. Felipe Antônio Rocha de Almeida
Antes de falarmos sobre a escolha da técnica cirúrgica para cada paciente, é preciso relembrar alguns conceitos já bem definidos: 1. Quem deve ser operado com Obesidade? A resposta é: unicamente, pacientes com Obesidade Mórbida, diagnosticados e avaliados por médicos especialistas e equipe multidisciplinar. 2. Quais pacientes, mesmo com diagnóstico de Obesidade Mórbida, não devem ser operados? • Pacientes com diagnóstico de doença mental descompensada; • Pacientes em uso de drogas ilícitas ou álcool; • Pacientes com contraindicação à anestesia geral; • Pacientes menores de 16 ou maiores de 76 anos. Atualmente existem duas principais técnicas de Gastroplastia para Obesidade Mórbida, recomendadas e regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina e Sociedade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. 1. By Pass Gástrico: Cirurgia de redução do estômago e desvio do trânsito alimentar e da bile pelo intestino delgado. 2. Sleeve ou Gastrectomia Vertical: Redução do estômago a cerca de 40% do seu tamanho original com retirada de cerca de 60% do mesmo; promove efeito significativo de redução do apetite e fome, e preserva o trânsito do alimento pelo intestino delgado. Ambas as técnicas correspondem atualmente a 60-70% e 30-40% respectivamente, das cirurgias de Gastroplastias realizadas no Brasil, com tendência crescente desta última. Então, dada a quantidade de informações atualmente disponíveis e ao contato com outros pacientes, se torna inevitável a seguinte dúvida: qual cirurgia será melhor para mim, Sleeve ou ByPass? Esta é hoje, uma pergunta frequente dos pacientes no consultório do especialista. A seleção da técnica depende principalmente de aspectos clínicos do paciente associados à Obesidade e avaliados em conjunto com o IMC (relação entre o peso e a altura em m2). Entre estes fatores, os mais importantes são: 1. Nível do IMC; 2. Doenças associadas a Obesidade, principalmente o Diabetes e a Doença do Refluxo Gastroesofágico; 3. Idade; 4. Pacientes com necessidade do uso contínuo de medicamentos como antirretrovirais, corticoides entre outros; 5. Presença de doenças que afetam o intestino; 6. Antecedente de Câncer do Aparelho Digestivo. Dentro deste contexto está também a Cirurgia Metabólica que consiste em procedimentos cirúrgicos sobre o Aparelho Digestivo produzindo, em última análise, estímulo ao pâncreas na produção e liberação de insulina (hormônio que controla a glicose no sangue), auxiliando no controle do Diabetes. Esta cirurgia representa um significativo avanço no tratamento do Diabetes associado à Obesidade. Após uma criteriosa avaliação clínica por profissionais especializados no tratamento da obesidade e informação adequada e completa sobre vantagens e desvantagens potenciais de cada técnica e suas possíveis complicações, pode-se chegar à conclusão sobre a escolha da técnica de Gastroplastia a ser indicada. Deve o paciente estar consciente de que o conceito mais adequado em relação ao tratamento da Obesidade Mórbida é o de programa de obesidade que envolve a Cirurgia Bariátrica e/ou Metabólica mais reeducação comportamental e alimentar, bem como atividade física regular.
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Como se preparar para uma cirurgia do quadril
06.05.2024
Dr. Carlos Rava
Como se preparar para uma cirurgia do quadril? Preparar-se para uma cirurgia do quadril é um passo muito importante para os resultados pós-operatórios e a recuperação do paciente. Aqui estão algumas orientações abrangentes para ajudar indivíduos a se prepararem de maneira eficaz para esse procedimento. 1. Consulta pré-operatória Antes da cirurgia, é essencial ter uma consulta pré-operatória com o cirurgião ortopédico. Durante essa consulta, serão discutidos detalhes específicos sobre a cirurgia, os benefícios esperados e os possíveis riscos. Os pacientes devem aproveitar essa oportunidade para esclarecer dúvidas, compreender as expectativas e discutir quaisquer preocupações que possam ter. 2. Avaliação médica abrangente O médico realizará uma avaliação médica abrangente para garantir que o paciente esteja fisicamente apto para a cirurgia. Isso pode envolver exames de sangue, eletrocardiograma e outros testes para avaliar a saúde geral. 3. Preparação psicológica A cirurgia do quadril pode ser um evento estressante. É importante abordar aspectos psicológicos, compreendendo as expectativas, preparando-se para a recuperação e buscando apoio emocional, se necessário. Conversar com pessoas conhecidas ou um profissional de saúde mental pode ser benéfico. 4. Planejamento da recuperação em casa Antes da cirurgia, os pacientes devem preparar suas casas para facilitar a recuperação. Isso pode incluir a criação de um ambiente seguro, remoção de tapetes escorregadios, instalação de corrimãos e garantia de acesso fácil a itens essenciais diários, por exemplo. 5. Exercícios pré-operatórios Sob a orientação do fisioterapeuta, os pacientes podem ser instruídos a realizar exercícios específicos para fortalecer os músculos ao redor do quadril antes da cirurgia. 6. Orientações sobre medicamentos É importantes conversar com profissional sobre medicamentos que você utiliza regularmente, mesmo que sejam destinados a cuidados com outras áreas da saúde. O médico discutirá quais medicamentos o paciente deve interromper ou continuar antes da cirurgia. Isso pode incluir ajustes na medicação para controle da dor, anticoagulantes ou outros medicamentos que possam afetar a cirurgia. 7. Jejum pré-operatório Geralmente, os pacientes são orientados a jejuar por um período específico antes da cirurgia. Isso ajuda a reduzir os riscos associados à anestesia. 8. Procedimentos de higiene pessoal Antes da cirurgia, é comum receber instruções sobre procedimentos de higiene pessoal. Isso pode incluir banhos específicos ou a aplicação de produtos antimicrobianos para reduzir o risco de infecções. 9. Compreensão da anestesia Os pacientes devem discutir com o anestesista o tipo de anestesia que será administrado durante a cirurgia. Esse é um momento para esclarecer dúvidas sobre alergias, possíveis efeitos colaterais e o processo de recuperação da anestesia. 10. Preparação para a estadia hospitalar Se a cirurgia exigir internação, os pacientes devem organizar sua estadia hospitalar, incluindo a preparação de uma bolsa com itens essenciais, como roupas confortáveis, artigos de higiene pessoal e documentos importantes. 12. Conhecimento sobre a reabilitação pós-cirúrgica Antes da cirurgia, os pacientes devem compreender o plano de reabilitação pós-cirúrgica. Isso inclui a frequência e os tipos de exercícios, restrições de atividades e o acompanhamento necessário com fisioterapeutas e profissionais de saúde. A preparação para uma cirurgia do quadril envolve uma abordagem abrangente, desde aspectos médicos até a preparação psicológica e logística para a recuperação. Seguir todas as orientações médicas e participar ativamente do processo pode contribuir significativamente para uma cirurgia e uma recuperação mais tranquilas.
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