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Banco de Colágeno: você já ouviu falar?
13.02.2023
Dra. Monique de Oliveira Valdek
Com a produção reduzida, algumas imperfeições ficam mais evidentes, como a flacidez e as rugas. Por esse motivo, cada vez mais os tratamentos estéticos preventivos estão sendo requisitados. Em busca de alternativas que ajudem a preservar a beleza e a saúde, muitas pessoas estão buscando o prejuvenation (prevenção e rejuvenescimento).Entre as opções para estímulo de colágeno, há os bioestimuladores de colágeno. No Brasil, existem três principais produtos. O Sculptra (ácido poli-l-lactico, que é um potente estimulador de colágeno aplicado por meio de cânulas e necessita de, em média, três aplicações com intervalo de 60 dias entre elas; o Radiesse (hidroxiapatita de Cálcio) e o Ellansé (associação da Caprolactona e Carboximetilcelulose), que funciona como preenchedor e biostimulador ao mesmo tempo, e possui duração variável de um a quatro anos, dependendo da necessidade de cada paciente. A associação desses biostimuladores aos ultrassons microfocados aumenta em sete vezes o estímulo de colágeno. Entre esses ultrassons de lifting de última geração, podemos citar o Ultraformer III, um ultrassom macro e microfocado que potencializa a produção de colágeno tratando o déficit e criando um “banco” como forma preventiva de armazenamento de colágeno.Não invasivo, o Ultraformer III aquece a pele e os músculos, promovendo pontos de coagulação no local aplicado e uma posterior cicatrização, causando o efeito lifting.A associação dessas duas técnicas traz muitos benefícios, como a melhora da espessura da pele, linhas finas e cicatrizes de acne. Além disso, é usado para remodelação corporal com sua tecnologia macrofocada, que consegue destruir seletivamente as células de gordura.Ambos os procedimentos podem ser realizados em áreas corporais como braços, ao redor do umbigo e parte interna das coxas.O tratamento dura, em média, entre 20 minutos a uma hora, dependendo da área a ser tratada. Os efeitos aparecem a partir de 30 dias e a melhora é progressiva. O processo pós tratamento é tranquilo, com o aparecimento de edema leve, pequenos hematomas e dor leve em alguns pacientes. O grande diferencial do equipamento está em conseguir resultados para a flacidez sem a necessidade de procedimentos invasivos. Os cuidados com a pele são essenciais, pois, além de manter uma boa autoestima, a pele é um órgão importante e que merece cuidados em prol da saúde.
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Blefaroplastia e suas indicacoes
09.04.2024
Dra. Silvana Rocha
Blefaroplastia Com o passar dos anos, os tecidos que compõem as pálpebras vão se tornando mais frouxos, ocasionado excesso de pele e protrusão das bolsas de gorduras que ficam sob as pálpebras. Como a pele das pálpebras é extremamente fina, esta protrusão se torna cada vez mais visível. Tais alterações costumam ser evidenciadas nas pálpebras pelas dobras de pele e pelo abaulamento provocado pelas bolsas de gordura, conferindo um aspecto de tristeza e cansaço nesta região da face. A cirurgia das pálpebras (blefaroplastia) objetiva corrigir tais alterações provocadas pela idade, retirando o excesso de pele e reduzindo as bolsas de gordura que fazem relevo nas pálpebras. Com isso, as pálpebras adquirem um aspecto mais plano e liso, proporcionando à face um aspecto mais descansado e alegre. Tipo de Anestesia: Anestesia local ou local com sedação. Raramente é realizada anestesia geral. Técnica Cirúrgica: Na blefaroplastia superior, a incisão cirúrgica fica em um sulco natural localizado na pálpebra, de forma que, com os olhos abertos, a cicatriz não será visualizada e, mesmo com os olhos fechados, a cicatriz adquire um aspecto fino e de muito boa qualidade. Através desta cicatriz será retirado o excesso de pele e as bolsas de gordura em protrusão na pálpebra. Na pálpebra inferior, a cicatriz fica rente aos cílios e adquire um aspecto muito bom, tornando-se imperceptível com o tempo. A boa qualidade das cicatrizes deve-se, em grande parte, à espessura da pele das pálpebras, uma das mais finas do nosso corpo, auxiliando a recuperação cirúrgica. Não são descritos queloides nas cicatrizes palpebrais em decorrência deste fator. Em algumas situações bem específicas, nas quais não existe flacidez na pálpebra inferior, mas ocorre a protrusão das bolsas de gordura, poderá ser realizado um tipo de blefaroplastia em que não existe cicatriz externa. Nestas situações, a cicatriz será realizada na conjuntiva ocular, a pele avermelhada localizada na parte interna da pálpebra. Geralmente esse procedimento é realizado em pacientes mais jovens, nos quais a ausência de flacidez palpebral não justifica a cicatriz externa. Confira nas ilustrações a seguir como é realizada a cirurgia das pálpebras. Tempo de Cirurgia: Caso sejam operadas apenas as pálpebras superiores, a duração média da cirurgia é de 45 minutos. Caso sejam operadas as pálpebras superiores e inferiores, a duração média é de 90 a 120 minutos. Tempo de Internação: Geralmente 12 horas. Nas raras situações em que é utilizada anestesia geral, a internação é prolongada até 24 horas. Pós-operatório: A blefaroplastia é uma cirurgia de rápida recuperação, sendo que cerca de 48 horas após a cirurgia o paciente já pode exercer suas atividades cotidianas (com exceção de atividades físicas). Na blefaropastia, sempre ocorre formação de inchaço (edema) e manchas arroxeadas (equimoses) que variam de intensidade. As equimoses são absorvidas em um período de até 10 dias e o inchaço desaparece quase por completo até a 2ª semana de pós-operatório. Para acelerar a recuperação do edema e das manchas, recomenda-se a utilização de compressas com água ou soro gelado nos primeiros 7 dias após a cirurgia. Além disso, é importante evitar contato com água ou vapores quentes. É proibido tomar banho com água muito quente e cozinhar, por exemplo, na primeira semana, pois o vapor aumenta o inchaço e retarda a absorção das equimoses. Em decorrência destes fatores, recomenda-se repouso de atividades físicas por um período de 10 a 14 dias. Deve-se evitar exposição solar por pelo menos 3 meses, utilizando protetor solar e óculos escuros. A cicatriz, como dito anteriormente, adquire um aspecto muito bom e fica praticamente imperceptível após 1 mês de cirurgia. Possíveis complicações As possíveis complicações no procedimento de blefaroplastia, também conhecida como cirurgia nas pálpebras, são muito raras, no entanto, podem ocorrer, como em qualquer procedimento cirúrgico. Dentre elas podemos citar: • Ocorrência de hematoma e infecção; • Retirada insuficiente de pele ou gordura; • Ocorrência de ectrópio, conhecida como inversão da pálpebra inferior; • Ocorrência da Síndrome do olho seco; • Ocorrência abrasões na córnea; lagoftalmo, conhecido como incapacidade de fechar os olhos e diplopia, também conhecida como visão dupla; • E Intercorrências anestésicas. O resultado final da blefaroplastia, como em todas as cirurgias estéticas, vai depender da reação do organismo da(o) paciente e do zelo com as indicações do pré e pós-operatório. Recomendações pré-operatórias • O paciente deve informar se estiver fazendo uso de qualquer medicamento que tenha efeito anticoagulante; • Comunique alterações de estado de saúde na véspera da cirurgia; • Nos dez dias que antecederem a cirurgia não use nenhum tipo de anticoagulante; • Não use esmalte de cor escura no dia da cirurgia e evite usar joias, bijuterias e relógios; • No dia da cirurgia não use cremes; • E compareça à cirurgia com um acompanhante. Resultado Definitivo: Características peculiares das pálpebras, como a fina espessura da pele, aceleram a absorção do inchaço local e o tempo até atingir o resultado final. Podemos dizer que por volta do 2º mês cerca de 90% do edema local já terá sido absorvido, no entanto o resultado definitivo será atingido próximo ao 6º mês, como na maioria das cirurgias plásticas.
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O que é o Lavieen e quais as indicações de uso do laser
10.10.2022
Dra. Ana Carolina Lustosa
O Lavieen é uma tecnologia avançada de laser que rejuvenesce e restaura a pele, ajudando a tratar e prevenir várias condições dermatológicas. O Lavieen melhora a textura e o aspecto da pele, tornando-a mais uniforme e proporcionando um efeito similar ao do BB Cream. O laser usado nesse método não é agressivo à pele. Como funciona? O Lavieen é uma tecnologia que utiliza um laser fracionado de Thulium, agindo na camada superficial da pele com grande afinidade pela água. Isso resulta em um dano controlado nas camadas da pele, estimulando a produção de colágeno. Esse processo leva à renovação dos tecidos, suavizando rugas e linhas finas, reduzindo a acne e suas cicatrizes, diminuindo o tamanho dos poros e uniformizando a pele. Para que o tratamento é indicado? Suavização de rugas finas; Redução de poros e acnes; Tratamento de cicatrizes; Uniformização da textura da pele; Diminuição de lesões pigmentadas; Tratamento de perda capilar; Melhoria da firmeza e elasticidade da pele; Redução do fotoenvelhecimento; Tratamento de doenças como melasma, hiperpigmentação, e irregularidades da pele. Aqui na Med Clinic você encontra o laser Lavieen, e pode iniciar seu tratamento para uma pele deslumbrante, entre em contato conosco e agende sua sessão!
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Como se preparar para uma cirurgia do quadril
06.05.2024
Dr. Carlos Rava
Como se preparar para uma cirurgia do quadril? Preparar-se para uma cirurgia do quadril é um passo muito importante para os resultados pós-operatórios e a recuperação do paciente. Aqui estão algumas orientações abrangentes para ajudar indivíduos a se prepararem de maneira eficaz para esse procedimento. 1. Consulta pré-operatória Antes da cirurgia, é essencial ter uma consulta pré-operatória com o cirurgião ortopédico. Durante essa consulta, serão discutidos detalhes específicos sobre a cirurgia, os benefícios esperados e os possíveis riscos. Os pacientes devem aproveitar essa oportunidade para esclarecer dúvidas, compreender as expectativas e discutir quaisquer preocupações que possam ter. 2. Avaliação médica abrangente O médico realizará uma avaliação médica abrangente para garantir que o paciente esteja fisicamente apto para a cirurgia. Isso pode envolver exames de sangue, eletrocardiograma e outros testes para avaliar a saúde geral. 3. Preparação psicológica A cirurgia do quadril pode ser um evento estressante. É importante abordar aspectos psicológicos, compreendendo as expectativas, preparando-se para a recuperação e buscando apoio emocional, se necessário. Conversar com pessoas conhecidas ou um profissional de saúde mental pode ser benéfico. 4. Planejamento da recuperação em casa Antes da cirurgia, os pacientes devem preparar suas casas para facilitar a recuperação. Isso pode incluir a criação de um ambiente seguro, remoção de tapetes escorregadios, instalação de corrimãos e garantia de acesso fácil a itens essenciais diários, por exemplo. 5. Exercícios pré-operatórios Sob a orientação do fisioterapeuta, os pacientes podem ser instruídos a realizar exercícios específicos para fortalecer os músculos ao redor do quadril antes da cirurgia. 6. Orientações sobre medicamentos É importantes conversar com profissional sobre medicamentos que você utiliza regularmente, mesmo que sejam destinados a cuidados com outras áreas da saúde. O médico discutirá quais medicamentos o paciente deve interromper ou continuar antes da cirurgia. Isso pode incluir ajustes na medicação para controle da dor, anticoagulantes ou outros medicamentos que possam afetar a cirurgia. 7. Jejum pré-operatório Geralmente, os pacientes são orientados a jejuar por um período específico antes da cirurgia. Isso ajuda a reduzir os riscos associados à anestesia. 8. Procedimentos de higiene pessoal Antes da cirurgia, é comum receber instruções sobre procedimentos de higiene pessoal. Isso pode incluir banhos específicos ou a aplicação de produtos antimicrobianos para reduzir o risco de infecções. 9. Compreensão da anestesia Os pacientes devem discutir com o anestesista o tipo de anestesia que será administrado durante a cirurgia. Esse é um momento para esclarecer dúvidas sobre alergias, possíveis efeitos colaterais e o processo de recuperação da anestesia. 10. Preparação para a estadia hospitalar Se a cirurgia exigir internação, os pacientes devem organizar sua estadia hospitalar, incluindo a preparação de uma bolsa com itens essenciais, como roupas confortáveis, artigos de higiene pessoal e documentos importantes. 12. Conhecimento sobre a reabilitação pós-cirúrgica Antes da cirurgia, os pacientes devem compreender o plano de reabilitação pós-cirúrgica. Isso inclui a frequência e os tipos de exercícios, restrições de atividades e o acompanhamento necessário com fisioterapeutas e profissionais de saúde. A preparação para uma cirurgia do quadril envolve uma abordagem abrangente, desde aspectos médicos até a preparação psicológica e logística para a recuperação. Seguir todas as orientações médicas e participar ativamente do processo pode contribuir significativamente para uma cirurgia e uma recuperação mais tranquilas.
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Novidade no tratamento de varizes
18.08.2020
Dr. Antonio Luis Ximenes
Detectada a presença de varizes, a única maneira de eliminá-las é mediante a realização de procedimentos. A escolha do tratamento depende do tipo de veia, do apelo por tratamento estético e da condição clínica do paciente. Felizmente, independente do tipo de varizes e da queixa, seja funcional ou estética, uma coisa é certa: os tratamentos, devido as novas descobertas tecnológicas, garantem bons resultados e tornam os procedimentos mais seguros e indolores para você. Conheça algumas dessas técnicas que eliminam o problema de forma simples, fácil e rápida e melhoram ainda mais os resultados estéticos. Escleroterapia Ampliada O que é: é uma técnica de escleroterapia diferente da aplicação convencional, pelo fato de serem menos dolorosas, permite que sejam feitas mais de uma sessão num mesmo dia, antecipando, assim, o resultado final do tratamento. Além disso, é aplicada nas microvarizes nutridoras dos vasinhos, em outras palavras, na raiz dos vasinhos. Tratamento com Laser O que é: é uma técnica utilizando a luz do laser para pequenas veias aparentes da face e das pernas, como também, das telangectasias (vasinhos). Pode ser utilizado na complementação da escleroterapia ou como tratamento isolado, dependendo de cada caso. Vantagens: tratamento das telangectasias (vasinhos) das pernas, principalmente dos microvasinhos. Já na face, possibilita o tratamento estético das veias aparentes além dos vasinhos. Pelo fato de ser utilizado em conjunto com o aparelho Sibérian, torna-se muito menos doloroso, dando proteção e conforto proporcionado pelo resfriamento da pele. Sibérian O que é: é um eficaz sistema de proteção epidérmica à base de resfriamento de ar. Vantagens: a região a ser tratada sob efeito de analgesia temporária pelo frio, permite ao médico realizar o laser transdérmico em sua totalidade de eficácia, diminuindo o tempo e o número de sessões, além, é claro, de promover ao paciente plena satisfação com os resultados do tratamento. Tratamento com espuma O que é: é uma técnica na qual as varizes de médio e grande calibre são secadas ao invés de serem retiradas cirurgicamente, semelhante ao tratamento da aplicação de vasinhos. Está indicado em pacientes que precisam tratar e não podem ser operados devido ao risco da anestesia. Os pacientes portadores de úlceras venosas são também muito beneficiados por esse método, pois ele proporciona cicatrização mais rápida da ferida. Vasinhos na Face Caso não saiba, até o rosto está sujeito a ter microvarizes. Em especial na maça do rosto e próximo ao nariz. São veias avermelhadas, muito fininhas, que lembram uma pequena teia de aranha. O tratamento mais indicado nesse caso é a retirada dessas veias por meio do laser. E o melhor, o procedimento é realizado no consultório, sem a necessidade de anestesia, podendo o paciente retornar às suas atividades no mesmo dia. “ Os resultados são excelentes”. Pacientes com maior apelo estético necessitam do uso concomitante de várias técnicas como a retirada de varize, laser e aplicações (escleroterapia ampliada). A combinação das técnicas com as novas tecnologias melhoram ainda mais os resultados dos procedimentos estéticos e funcionais.
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Imunodeficiência Primária
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
Nosso sistema imunológico tem como funções nos defender de diferentes microrganismos que causam infecções e também tem um papel de vigilância sobre células que causam autoagressão a nossos órgãos e sobre células cancerosas que podem surgir em nosso organismo. Sendo assim, doenças ou medicamentos que afetam o funcionamento do nosso sistema imune, nos deixam com maior predisposição para ter infecções, doenças autoimunes (autoagressão) ou câncer. As imunodeficiências primárias (IDP) ou erros inatos da imunidade (EII) são um grupo de doenças nas quais a principal alteração se encontra no funcionamento do sistema imune. são doenças genéticas e a maioria delas se manifesta nas crianças. No entanto, nem sempre há história da doença na família e, em alguns casos, as manifestações podem surgir na idade adulta. As IDP's são mais de 450 doenças com manifestações diferentes de acordo com o setor do sistema imune acometido. Os sintomas podem ser desde leves até muito graves, com grande risco para a saúde ou mesmo para a vida do paciente. Por conta disso, é muito importante fazer o diagnóstico o mais cedo possível, para evitar sequelas ou mesmo a morte.
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Disfonia
09.04.2024
Dr. Emanuel Veras
Disfonia O termo disfonia é utilizado, para descrever qualquer alteração da qualidade vocal, frequência e intensidade, sendo um esforço vocal que prejudica a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo. Apesar de vulgarmente apelidada de rouquidão, a verdade é que essa alteração é apenas uma das que completam o quadro. São alterações da voz produzidas por algum problema no trato vocal, que compreende estruturas desde as cordas vocais até a cavidade oral. As cordas vocais estão situadas na laringe, um órgão localizado no pescoço. A disfonia pode afetar pacientes de ambos os sexos e de diversas faixas etárias, de modo que quase um terço da população será afetada por esse problema em algum momento da vida. A corrente de ar proveniente do pulmão é responsável pela vibração das cordas vocais, que dará origem à voz, quanto mais móveis forem as cordas vocais, melhor é a voz, qualquer alteração desse órgão que interfira nessa vibração, causando, por exemplo, um enrijecimento, modifica a qualidade da voz, deixando-a áspera, soprosa ou rouca. Em um quadro de disfonia, o paciente pode apresentar esforço, para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal. Podem ser classificadas, etiologicamente, em duas categorias: orgânica e funcional. As orgânicas são aquelas causadas por alterações estruturais (tumores, inflamação das cordas vocais e malformações da laringe), por alterações neurológicas (como paralisia das cordas vocais, doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica) ou por outros aspectos não relacionados ao uso da voz, tal como o refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo. Quando não existe nenhuma causa estrutural ou neurológica, estamos perante uma disfonia não-orgânica, denominada de disfonia funcional. Nesse caso, pode ser decorrente de uso inadequado/abusivo da voz, de inadaptações vocais e de alterações psicogênicas. O tratamento depende da causa. Nos casos em que a rouquidão é funcional, é tratada com recurso à terapia da fala (fonoterapia), na qual se aprende a utilizar a voz de uma forma mais adequada às necessidades, reduzindo os esforços e os danos à laringe. No caso de lesões mais complexas, como nódulos, pólipos ou suspeitas de malignidade, é necessário recorrer à cirurgia. Contudo, em qualquer um dos casos, as medidas de higiene vocal são fundamentais à prevenção e à cura da disfonia, são elas: evitar o uso vocal intenso e prolongado, reduzir o esforço vocal (tossir, pigarrear, gritar ou sussurrar), falar pausadamente e articular bem as palavras, descansar a voz, evitar usar a voz em contextos de infeção respiratória ou de crises de alergia, não fumar e evitar frequentar ambientes de fumo, reduzir a ingestão de álcool, de café, de chá e de bebidas com gás, evitar ambientes com pó, com cheiros intensos e com ar condicionado, bem como mudanças bruscas de temperatura. Ainda, é importante manter uma alimentação saudável e boa hidratação, ou seja, ter um estilo de vida saudável. Se você está com algum desses sintomas, procure um OTORRINOLARINGOLOGISTA. Dr. Emanuel Veras CRM 13022 Otorrinolaringologia
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Para cada câncer, um tratamento: oncologia de precisão.
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Já pensou no tratamento do câncer sem o emprego de quimioterapia? E a possibilidade de usar um remédio específico para cada tipo de câncer? Estas possibilidades já são realidade e fazem parte do que hoje se chama oncologia de precisão. Graças aos extraordinários avanços no entendimento da genética do câncer e, especialmente, nas múltiplas interações do sistema imunológico com a doença, tivemos nos últimos anos a ampliação das possibilidades de tratamento do câncer com o emprego de drogas inteligentes capazes de atuar em “alvos moleculares” específicos de cada tumor e também, mais recentemente, a incorporação da imunoterapia. Somadas, essas novas estratégias têm permitido um controle mais eficaz da doença e mesmo casos em estágios mais avançados têm apresentado excelentes resultados, com menos efeitos colaterais. Falar de oncologia de precisão é conversar sobre a biologia do câncer. É necessário entender que o câncer é uma doença que está em constante transformação. Conceitualmente, o câncer surge quando uma célula qualquer sofre uma mudança em seu código genético e passa a crescer e se multiplicar de forma desordenada. Essas transformações são diversas e geram variados tipos de células o que significa dizer que nem todo câncer é igual. Na prática, câncer são várias doenças que respondem pelo mesmo nome. São essas diferenças que explicam porque tumores de mesma origem se comportam de forma diversa em pessoas diferentes e, adicionalmente, porque alguns pacientes respondem bem às terapias, enquanto outros nem tanto. Sabedores dessas disparidades, os oncologistas alinharam os avanços do conhecimento genético e descobriram que não é mais possível que todos os pacientes com um tipo específico de câncer e estágio recebam o mesmo tratamento. As tecnologias mais recentes são capazes de estudar e mapear os genes das células tumorais e identificar alvos para os quais existem terapias específicas. Em outras palavras, já é possível identificar a fechadura (alvo-molecular) e escolher a chave certa (terapia-alvo). Isso significa dizer que o tratamento é capaz de atuar mais especificamente sobre a célula do tumor e, menos provavelmente, em células sadias. Em última análise, isso aumenta a eficiência do tratamento e reduz os efeitos colaterais. Inúmeras drogas-alvo já foram desenvolvidas e estão disponíveis comercialmente no Brasil, tanto na rede privada quanto na pública. Cânceres de mama, colorretal, rim, pulmão já são largamente tratados com base nos alvos genéticos e moleculares. Para sabermos se o paciente pode se beneficiar dessa estratégia é necessário se certificar que o tumor tem um alvo específico. Isto é normalmente verificado testando uma amostra do tumor obtida por meio de uma biópsia ou durante uma cirurgia. Cada vez mais teremos novos alvos moleculares identificados pela ciência e, portanto, novos medicamentos desenvolvidos capazes de atuar de forma mais eficaz. Saiba, portanto, que é possível se beneficiar de terapias com maior impacto no controle do câncer e que podem ser usadas por longos períodos com efeitos colaterais toleráveis. Já somos, portanto, capazes de tratar o câncer com maior precisão.
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