PROFISSIONAIS
Os Melhores Profissionais de Saúde da Paraíba
CLÍNICAS
As Melhores Clínicas e Consultórios da Paraíba
HOSPITAIS
Os Melhores Hospitais da Paraíba
MATÉRIAS
Precisão no tratamento das varizes
18.08.2020
Dr. Antonio Luis Ximenes
A Flebologia Estética ganhou muitas ferramentas tecnológicas que permite aos pacientes terem melhores resultados no tratamento de suas varizes e das telangectasias nas pernas (vasinhos). Dentre elas temos como um grande aliado, o aparelho de laser, o qual em conjunto com o resfriador de pele, possibilita realizarmos uma lesão térmica nos vasinhos que associado com a escleroterapia possibilita um resultado superior e mais efetivo no combate aos vasinhos. Outra arma tecnológica importante no combate às varizes é o VeinViewer, aparelho de tecnologia americana que traz a Realidade Vascular Aumentada, através de uma luz, que projeta na pele os vasos invisíveis ao olho nu e pequenos demais para serem vistos ao ultrassom. O VeinViewer é um marco no tratamento das varizes. Aumenta a acuidade diagnóstica tanto no mapeamento pré-cirurgia de varizes como na procura de veias nutrícias que dificultam o resultado estético no tratamento escleroterápico das telangectasias. A luz próxima ao infravermelho projetada é absorvida pelo sangue e é refletida no tecido ao redor, facilitando o mapeamento das veias. A informação é captada, processada e projetada digitalmente em tempo real diretamente na superfície da pele e fornece uma imagem precisa do padrão sanguíneo do paciente instantaneamente. Com o visualizador de veias VeinViewer, o Cirurgião Vascular pode visualizar veias periféricas, bifurcações e válvulas e avaliar em tempo real o fluxo/preenchimento das veias durante a escleroterapia e do laser.
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Fake News na Oncologia
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
Não bastasse o diagnóstico de um câncer já ser um evento impactante para boa parte dos pacientes; estes ainda se veem envoltos de opiniões, sugestões, dicas e testemunhos que, não raro, servem apenas para confundir suas cabeças. No universo da oncologia ou do câncer, existem dois grupos de ´Fake News´. O primeiro são aquelas informações fáceis e de origem duvidosa que propagam medidas para evitar o câncer ou apontam causas mirabolantes para sua gênese. O segundo grupo tem um alvo ainda mais vulnerável: o paciente portador de câncer. Para estes, a internet está repleta de opiniões e soluções “milagrosas” capazes não apenas de trazer alento, mas, em alguns casos, até de curar a doença. Vamos aos fatos. Quem nunca ouviu falar que os micro-ondas, tão úteis em nossas cozinhas, são capazes de provocar câncer? Quem nunca propagou correntes de grupos de mensagens que alertam para os perigos de se usar desodorante antes de dormir? Quem nunca resolveu tomar água, bicarbonato e meio limão espremido todo dia em jejum de manhã porque essa medida é capaz de inibir a formação de células cancerígenas? Bom, sinto desapontá-los, mas nenhuma dessas atitudes têm respaldo científico e, provavelmente, não impactará em nada em suas vidas. São incontestáveis os benefícios da rápida propagação de informações que a internet nos trouxe, mas é fundamental que tenhamos discernimento e busquemos aprofundar nosso saber antes de adotar medidas fúteis. A circulação de mensagens em aplicativos e redes sociais é veloz e costuma exercer rápida influência em quem as lê. Isso é especialmente verdadeiro para os pacientes portadores de câncer, já fragilizados com o diagnóstico e seu tratamento, em uma busca incessante para a cura. Estes são os mais vulneráveis e, não raro, nos deparamos nos consultórios com receitas caseiras e medidas inócuas que podem até trazer desconforto. Constantemente, essas informações têm como origem, amigos, vizinhos, familiares que, na irrefreável vontade de ajudar, terminam por propagar informações inverídicas. O paciente, por sua vez, frágil como está, questiona-se: como não acreditar? Por que esse alguém iria me mandar algo que não fosse verdade? Acreditem, a grande maioria dessas informações não passam de "Fake News". O “Dr.Google” é constantemente questionado sobre sintomas, diagnóstico e tratamento para o câncer. Em que pese, algumas das informações serem relevantes e verdadeiras; um amontoado de dados está disponível para que os pacientes se percam. Nesse sentido, o próprio gigante Google vem adotando medidas, há alguns anos, para verificar as informações que são publicadas e tentar reduzir o número de notícias falsas. Ainda assim, não param de se multiplicar sites e blogs com conteúdos contestáveis. Um dos tipos de fontes de ´Fake News´ mais frequentes são blogs de sobreviventes do câncer. Pacientes que enfrentaram com sucesso a doença, tornam-se ativistas e desavisadamente terminam por propagar falsos conceitos. Assim, é razoável que se lembre que a experiência individual de um paciente não necessariamente serve para os demais. Além disso, novas opções de diagnóstico e terapia surgem a cada dia e apenas o profissional especializado – o oncologista – é capaz de afirmar se uma determinada alternativa se encaixa para o seu caso. Primeiramente, o paciente precisa ser informado de que embora tenha um diagnóstico de câncer, cada câncer é de um tipo, evolui de forma diversa e possui tratamentos diferentes. Assim, conteúdos que são publicados em blogs, sites, correntes de mensagem e mesmo em publicações reconhecidas para o público leigo, como jornais e revistas, não se aplicam necessariamente para um paciente em específico. Uma consequência desses boatos e ´Fake News´ é a adesão a terapias alternativas (sabidamente incapazes de combater a doença) em detrimento dos tratamentos convencionais e estabelecidos. Como na oncologia a comunicação costuma ser pouco trivial entre o oncologista e seu paciente, informando constantemente notíciais difíceis, tentando traduzir os termos técnicos em algo descomplicado, os pacientes costumam fugir desse cenário e buscar alternativas. São conhecidos que trazem informações de produtos naturais, como chás ou ervas, pílulas milagrosas capazes de curar todo tipo de câncer ou qualquer coisa mais fácil do que quimioterapia. Embora o apelo seja fortíssimo, cabe-me lembrá-lo, caro leitor, que desconheço o real benefício de quaisquer alternativas que não tenham se originado em muita pesquisa. Assim, desconfie e discuta suas dúvidas com seu oncologista – único profissional habilitado para dirimir tais ´Fake News´.
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Ter câncer e a importância da segunda opinião médica
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. O diagnóstico de um câncer modifica a vida do paciente e de sua família. Será necessário lidar não apenas com o susto das primeiras informações, mas, especialmente, tomar decisões sobre seus cuidados que podem impactar diretamente os resultados do tratamento. Um passo fundamental é a escolha do profissional que irá acompanhá- lo durante toda a trajetória: o oncologista. Na oncologia, é extremamente frequente que o paciente procure diferentes opiniões médicas antes de adotar uma conduta. Essa atitude é sempre recomendável e não fere a relação médico-paciente. Pelo contrário, dá ao paciente e ao especialista escolhido a segurança de que estão tomando as decisões mais acertadas, levando em conta aspectos clínicos, sociais, financeiros e psicológicos. Existem diversas razões pelas quais os pacientes procuram outros profissionais antes de iniciar um tratamento: o paciente tem dúvidas sobre o diagnóstico, deseja conhecer outras opções de tratamento, o convênio médico exige uma segunda opinião, o tratamento escolhido não está levando aos efeitos esperados. É sempre importante lembrar que como medicina não é ciência exata, frequentemente haverão alternativas e opiniões diversas para o mesmo caso. Na oncologia, essas diferentes opiniões raramente são excludentes; mais comumente, elas podem se somar em benefício do paciente. O código de ética médica expressa que a segunda opinião é direito do paciente. Segundo o Art.39, é vedado ao médico opor-se à realização da segunda opinião solicitada pelo paciente ou por seu representante legal. Assim, o bom profissional e, em especial na oncologia, deve aprovar essa conduta de forma a enriquecer as opções de tratamento para o paciente, visando sempre sua cura. É de boa postura ética que o médico que efetue a segunda opinião reconduza o paciente ao primeiro médico, emitindo um relatório ou parecer com seus pontos de vista. Em muitos casos, o paciente reconstrói sua escolha e termina por optar pelo auxílio do novo profissional, considerando aspectos como opções de tratamento ofertadas, gentileza no cuidado, habilidades de comunicação e proximidade de sua residência. Ao paciente, é fundamental reiterar que as segundas, terceiras ou inúmeras opiniões devem ser sempre obtidas de profissionais reconhecidamente capacitados, atuantes, experientes e que possam somar benefícios palpáveis. O paciente deve sempre suspeitar de condutas mirabolantes, promessas incomuns, alternativas fáceis ou abordagens que envolvam custos exacerbados. Nesses casos, a prudência deve imperar e o paciente deve discutir abertamente seus questionamentos e anseios com o especialista escolhido.
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Asma
27.06.2024
Dra. Mayara Madruga
Conhecida também como bronquite, bronquite asmática, entre outros nomes, a asma atinge cerca de 20% das crianças do brasil. Por ano, são 2 mil mortes de adultos e crianças, e a falta de informação é um dos fatores que mais contribuem para os óbitos por asma, doença respiratória que está entre as mais prevalentes do mundo. Segundo a organização mundial de saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma. Os sintomas: pelo chiado no peito, tosse e falta de ar. Diz-se que é considerada de difícil tratamento quando o paciente não aceita o uso das bombinhas, tem medo de usar corticoide, devido aos efeitos colaterais, e isso faz com que a pessoa não observe o tratamento. Além de dificultar o tratamento, a doença fica sem controle, ou seja, a asma pode impedir que a criança deixe de realizar as suas atividades cotidianas, como ir à escola, jogar bola, correr, já que a falta de ar incomoda muito. A participação ativa do médico nesse acompanhamento é fundamental, já que é muito importante explicar para a família o que é a doença, que tipo de terapia a criança vai usar, qual medicamento vai receitar, e o que se espera do tratamento. Só assim, pais e mães estarão seguros para administrar a medicação e retornar ao consultório para contar como foi o período de cuidados, que mudanças precisam ser feitas, até que o paciente esteja controlado e tenha uma boa qualidade de vida. A asma também pode ser desencadeada pelo esforço. A criança brinca, corre pela casa e, de repente, começa o chiado, a tosse. Há prevenção e tratamento com medicamentos adequados para essa situação. Não tenha medo do nome asma: ela só precisa ser identificada e tratada.
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Rejuvenescimento global da face
09.11.2020
Dra. Monique de Oliveira Valdek
O processo de envelhecimento da face é global, tridimensional, ocorrendo a perda de estruturas que lhe dão forma e contorno. As marcas de expressão e sulcos são o resultado de uma série de eventos que envolvem a pele, gordura, músculos e ossos. Com o passar dos anos, ocorre uma diminuição da gordura facial, da musculatura e uma reabsorção dos ossos também. As CONVEXIDADES e arcos característicos da juventude são substituídos por áreas planas ou ate côncavas. Buscar novamente os contornos da face e sua harmonia é uma importante parte do protocolo de rejuvenescimento. Para tanto, recomendamos um tratamento em três etapas: uma primeira etapa, com tratamento das marcas de expressão com a toxina botulínica e uma uniformização da pele por meio de cremes à base de despigmentantes quando necessários; uma segunda etapa com reposição do volume perdido da face com os preenchimentos faciais e, por fim, uma terceira etapa, com o tratamento das rugas superficiais e melhora da cor, textura e brilho através de peelings, laser ou skinboosters (hidratantes injetáveis). Esse tratamento tridimensional visa suprir as necessidades dessa pele envelhecida, sob o olhar da face como um todo. Buscar novamente os contornos da face e sua harmonia é uma importante parte do protocolo de rejuvenescimento
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Imunoterapia: esperanças renovadas no tratamento contra o câncer
18.08.2020
Dr. Luiz Victor Maia Loureiro
De tempos em tempos, somos apresentados a novas alternativas para o tratamento do câncer. A arma mais recentemente empregada nessa luta é a imunoterapia. Trata-se de uma maneira de usar nosso próprio sistema imunológico para enfrentar a doença. Há várias décadas, já se conhece a intrincada relação entre a competência de nosso sistema imunológico e a evolução do câncer. A imunoterapia vem sendo utilizada com sucesso para promover a estimulação da imunidade dos pacientes. A primeira geração desse tipo de tratamento era capaz de ativar as células do sistema imunológico por meio da infusão de substâncias comuns ao ser humano, a exemplo de interferons e interleucinas. Embora até hoje empregados, esses representantes costumavam provocar muitos efeitos colaterais e foram paulatinamente substituídos. Os constantes avanços permitiram o surgimento de um novo grupo de imunoterapia que se tornou mais direcionado e específico, portanto, reconhecidamente mais eficaz e tolerável. Esses novos agentes são capazes de romper com as “amarras” do sistema imune e incentivar o organismo a reconhecer e combater as células do câncer. Há ainda alternativas nas quais as células de defesa do paciente são modificadas em laboratório para que possam reconhecer alvos específicos nas células do câncer e, assim, destruí-las. É esta nova geração de imunoterápicos que vem sendo utilizada com extremo sucesso, especialmente, em pacientes com estágios mais avançados de câncer. Novos estudos já começam a apontar seus benefícios também em estágios mais iniciais. Cânceres de rim, pele (melanoma), pulmão, bexiga, cólon e linfomas já apresentam excelentes resultados quando tratados com imunoterapia, com a redução dos tumores e melhora dos sintomas relacionados à doença. Alguns pacientes chegam a experimentar até o desaparecimento da doença por algum tempo. Quando comparada com os tratamentos convencionais, a exemplo da quimioterapia, a imunoterapia costuma ser menos agressiva e apresentar mínimos efeitos colaterais. Assim, a maioria dos pacientes conseguem utilizá-la por longos períodos. Queda de cabelo, fadiga, náuseas e vômitos – comuns em pacientes em uso de quimioterapia – não costumam acontecer durante a imunoterapia. No Brasil, a imunoterapia já está disponível e autorizada para uso pela Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) e pode ser empregada para vários tipos de câncer, mais comumente, melanoma, pulmão, rim e bexiga. Muitos estudos estão em andamento e as indicações vêm se ampliando rapidamente. Até o momento, entretanto, essa alternativa de tratamento não está disponível na rede pública. Assim, fique atento e pergunte ao seu médico, por que o tratamento do câncer está em constante evolução e as novidades, como a imunoterapia, costumam apresentar elevadas taxas de sucesso com poucos efeitos colaterais.
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Ansiedade
17.04.2024
Dr. Estacio Amaro
Os transtornos de ansiedade vêm crescendo, cada vez mais, no mundo contemporâneo. Acredita-se que, além da alteração orgânica, algumas situações como as exigências do mundo moderno, o estresse, as alterações da atualidade que levam à redução da qualidade de vida, entre outras, facilitam o desenvolvimento da ansiedade. A ansiedade cursa com sintomas, como: • Medo intenso e patológico • Diarreia • Tontura • Sudorese • Calafrios ou ondas de calor • Palpitações • Hipertensão • Taquicardia • “Formigamento” • Tremores • Aumento da frequência urinária A maioria das pessoas não sabe que os transtornos de ansiedade podem ser classificados em: TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA: ansiedade antecipatória (preocupação antecipada com algo que ainda vai ou não ocorrer), inquietação ou sensação de estar com os “nervos à flor da pele”, fadiga ou cansaço, dificuldade de concentração ou sensações de “branco”, irritabilidade, tensão muscular, perturbação do sono. TRANSTORNO DE PÂNICO: sintomas ansiosos juntamente com medo de morrer e/ou de enlouquecer, que duram, em média, de 30 a 60 minutos. Muitos têm a sensação de que estão tendo um infarto e procuram o cardiologista, mas, na verdade, estão apresentando um ataque de pânico. TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL: preocupação excessiva com situações sociais ou de desempenho, em que há necessidade de se expor, medo de ser avaliado e criticado. O medo da exposição pode ser: apresentar-se em público, alimentar-se na frente de pessoas desconhecidas, etc. FOBIA ESPECÍFICA: Medo acentuado e persistente, excessivo ou irracional, revelado pela presença ou antecipação de um objeto ou situação fóbica. As mais comuns são: sangue-injeção-ferimento, animais e situacionais (altura, locais fechados, etc.). TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO: presença de pensamentos obsessivos, como, por exemplo, “se eu não lavar as mãos, algo ruim irá acontecer com minha mãe”, além de compulsões (conhecidas popularmente como manias): contaminação (lavar as mãos excessivamente), verificação (a mais comum é de verificar se a porta está fechada), simetria (os objetos precisam estar alinhados), entre outras. TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO: exposição a um evento traumático, recordações aflitivas, pesadelos, revivescência do trauma, insônia, hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada. O trauma é psíquico, como: presenciar um homicídio ou um suicídio, catástrofes, abusos físico e sexual, etc. TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO: mais comum em crianças e adolescentes. É o medo de estar longe de figuras de vínculo, de que algo ocorra e nunca mais as veja, seguir a pessoa pela casa, telefonar insistentemente para saber onde o pai e/ou a mãe estão, por exemplo, etc. Se você se identifica com algum desses sintomas descritos ou os percebe em seus familiares, não deixe de procurar assistência psiquiátrica e psicológica, visto que a ansiedade causa muito sofrimento e pode ser inclusive, incapacitante.
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL
Disfonia
09.04.2024
Dr. Emanuel Veras
Disfonia O termo disfonia é utilizado, para descrever qualquer alteração da qualidade vocal, frequência e intensidade, sendo um esforço vocal que prejudica a comunicação e a qualidade de vida do indivíduo. Apesar de vulgarmente apelidada de rouquidão, a verdade é que essa alteração é apenas uma das que completam o quadro. São alterações da voz produzidas por algum problema no trato vocal, que compreende estruturas desde as cordas vocais até a cavidade oral. As cordas vocais estão situadas na laringe, um órgão localizado no pescoço. A disfonia pode afetar pacientes de ambos os sexos e de diversas faixas etárias, de modo que quase um terço da população será afetada por esse problema em algum momento da vida. A corrente de ar proveniente do pulmão é responsável pela vibração das cordas vocais, que dará origem à voz, quanto mais móveis forem as cordas vocais, melhor é a voz, qualquer alteração desse órgão que interfira nessa vibração, causando, por exemplo, um enrijecimento, modifica a qualidade da voz, deixando-a áspera, soprosa ou rouca. Em um quadro de disfonia, o paciente pode apresentar esforço, para emitir a voz, cansaço ao falar, dificuldade em manter a voz, rouquidão, pouca resistência ao falar e perda da eficiência vocal. Podem ser classificadas, etiologicamente, em duas categorias: orgânica e funcional. As orgânicas são aquelas causadas por alterações estruturais (tumores, inflamação das cordas vocais e malformações da laringe), por alterações neurológicas (como paralisia das cordas vocais, doença de Parkinson e esclerose lateral amiotrófica) ou por outros aspectos não relacionados ao uso da voz, tal como o refluxo gastroesofágico/laringofaríngeo. Quando não existe nenhuma causa estrutural ou neurológica, estamos perante uma disfonia não-orgânica, denominada de disfonia funcional. Nesse caso, pode ser decorrente de uso inadequado/abusivo da voz, de inadaptações vocais e de alterações psicogênicas. O tratamento depende da causa. Nos casos em que a rouquidão é funcional, é tratada com recurso à terapia da fala (fonoterapia), na qual se aprende a utilizar a voz de uma forma mais adequada às necessidades, reduzindo os esforços e os danos à laringe. No caso de lesões mais complexas, como nódulos, pólipos ou suspeitas de malignidade, é necessário recorrer à cirurgia. Contudo, em qualquer um dos casos, as medidas de higiene vocal são fundamentais à prevenção e à cura da disfonia, são elas: evitar o uso vocal intenso e prolongado, reduzir o esforço vocal (tossir, pigarrear, gritar ou sussurrar), falar pausadamente e articular bem as palavras, descansar a voz, evitar usar a voz em contextos de infeção respiratória ou de crises de alergia, não fumar e evitar frequentar ambientes de fumo, reduzir a ingestão de álcool, de café, de chá e de bebidas com gás, evitar ambientes com pó, com cheiros intensos e com ar condicionado, bem como mudanças bruscas de temperatura. Ainda, é importante manter uma alimentação saudável e boa hidratação, ou seja, ter um estilo de vida saudável. Se você está com algum desses sintomas, procure um OTORRINOLARINGOLOGISTA. Dr. Emanuel Veras CRM 13022 Otorrinolaringologia
LEIA MAIS
ACESSAR PERFIL